A QI Tech, pioneira no país a conquistar o selo de Sociedade de Crédito Direto (SCD) do Banco Central, acaba anunciar a primeira operação brasileira realizada de forma totalmente digital, emitindo o primeiro título de dívida. Este tipo de operação antes era feita exclusivamente por bancos.

A autorização para funcionamento da fintech como instituição financeira aconteceu em dezembro pelo Banco Central, com isso a  QI Tech espera atuar como um bank as a service, isto é, prestar serviços a todos os players qualificados que trabalham com concessões de empréstimos e desejam mais rapidez e eficiência nesse mercado.

Seu propósito é tornar-se uma “Amazon para serviços financeiros”, na medida em que está disponibilizando todas as funções da sua plataforma digital aos operadores de crédito, que pagarão apenas pelo tipo de serviço contratado. Deste modo, as securitizadoras, assets e startups financeiras  interessadas na estruturação das dívidas que elas próprias originaram, poupando o trabalho de também precisarem conquistar o “selo” de SCD no Banco Central.

Até o ano passado, as fintechs de crédito dependiam obrigatoriamente dos grandes bancos para a contratação de serviços como análise jurídica, rating, controle de garantias, formalização da emissão, etc. , que demoravam semanas para concluir a operação, pois tudo era feito manualmente. Com a chegada das SCD – hoje, só existem duas no Brasil -, as dívidas serão estruturada por uma plataforma digital que realiza todo o processo em questão de horas, como é o caso da QI Tech.

“Nossa plataforma está disponível a todos os players interessados em concessão de crédito com rapidez e segurança”, explica Beatriz Degani, CEO da QI. “Queremos atender, sobretudo, às fintechs de crédito que não precisarão buscar uma certificação do Banco Central, pois nós já somos uma SCD e podemos oferecer um serviço completo com interação digital de back office para a estruturação das suas dívidas”, acrescenta.

A modalidade de SCD surgiu a partir do Banco Central com o objetivo de regular as fintechs de crédito, por meio da Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 4.656, em abril de 2018. Pela regulamentação, as SCDs devem atender à maioria das exigências aplicáveis às instituições financeiras tradicionais, incluindo limites mínimos de capital e ferramentas de prevenção à lavagem de dinheiro. “Viemos para ser a mãe das fintechs”, finaliza Beatriz.

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