Rede Mulher Empreendedora reúne entidades de apoio ao empreendedor para debater saídas para a crise. Para o residente do Sebrae, mesmo depois da pandemia, as atividades virtuais prevalecerão

A solidariedade entre os donos de pequenos negócios e as redes digitais pode se tornar o principal caminho para a sobrevivência das micro e pequenas empresas durante a crise causada pelo coronavírus. A avaliação foi feita durante uma live promovida na internet, pela Rede Mulher Empreendedora (RME), nesta terça-feira (16), que discutiu os efeitos do covid-19 na economia do país. O evento, que teve a presença de representantes de vários setores e do presidente do Sebrae, Carlos Melles, considerou a comercialização por meio virtual como irreversível, mesmo depois do fim da pandemia.

Além de Melles, o encontro contou com as participações de Adriana Barbosa, criadora da Feira Preta e presidente da Pretahub; de Maria Rita Spina Bueno, diretora executiva da Anjos do Brasil; de Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), e de Ana Fontes, fundadora da RME. O encontro debateu o atual cenário para os micro e pequenos negócios, além das ações de apoio ao segmento e o futuro do setor no Brasil.

Para o presidente do Sebrae, o momento para o pequeno empreendedor é de negociar sempre que possível. “O primeiro movimento deve ser o dei renegociar contratos, aluguéis entre outros compromissos financeiros”, aconselhou Carlos Melles, ao se referir às primeiras providencias que o empresário deve ter para enfrentar a crise e evitar endividamentos. De acordo com ele, outro caminho é procurar novas alternativas para o negócio, como a internet. “O crescimento do meio digital avançou mais nos últimos 60 dias do que em todo ano passado”, observou o presidente do Sebrae. “É um caminho sem volta”.

Segundo Maria Rita Bueno, o apoio mútuo é de extrema relevância. Ela afirma que a Anjos do Brasil tem feito pelo menos 150 atendimentos diários de empreendedores em busca de ajuda. Adriana Barbosa vai na mesma linha e ressalta a dificuldade envolvendo principalmente as mulheres negras: “Temos que exercer o conceito de coletividade”, afirma a presidente da Pretahub. “Temos que ter a responsabilidade em nos ajudar”, acrescenta Ana Fontes, presidente da RME, ressaltando que a crise atingiu todos os setores da economia, mas teve um impacto maior entre as mulheres.

Segundo Amure Pinho, a crise atingiu inclusive o ecossistema das startups. “Sofremos também com a pandemia, pois antes tínhamos muito mais eventos”, diz ele, observando que hoje o volume de negócios caiu e vários setores foram afetados. Assim como os demais participantes, ele defende que a solidariedade tem que ser um dos meios de sobrevivência dos pequenos negócios no momento de crise. “Temos que doar o nosso tempo para fazer uma ação mais coletiva”, observa.

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