Um dia não precisaremos enfrentar o trânsito de São Paulo para conseguirmos nos descolar de um ponto a outro, talvez usando drones voadores. Pensando nisso, em 2016 a Airbus criou uma área de inovação para pensar em novos modelos de negócios para o setor aéreo. Nascia a Voom, originalmente validada no País sob a marca Ubercopter. A startup criou uma solução para ajudar a resolver problemas de mobilidade urbana em grandes centros como São Paulo, cidade do México e outros.

Com um preço acessível, a startup oferece um serviço sob demanda que conecta passageiros a um assento livre em helicópteros em questão de minutos. Para solicitar o serviço é preciso fazer um cadastro no site, indicar o endereço de partida e chegada, número de passageiros, o peso de cada um e as malas despachadas, que podem ter até 25 kg. O site então indicará o heliponto mais próximo e o cliente receberá mensagens de texto para ser informado do acompanhamento do helicóptero.

Com um pouco mais de um ano de operação em São Paulo, primeira cidade do mundo a receber o serviço, e com 20% de crescimento ao mês, a startup lança um novo produto: o Voo panorâmico. A rota sobrevoa paisagens, monumentos e marcos da cidade, como o Sambódromo do Anhembi, o Estádio Allianz Parque, o Memorial da América Latina, o Estádio do Pacaembu entre muito outros.

“Alguns meses após o lançamento das operações em São Paulo, percebemos uma demanda pela experiência de voar de helicóptero e não apenas usá-lo para chegar do ponto A ao ponto B. Desde então temos tido um crescimento considerável nessa rota”, explica Olivier Capoulade, Country Manager da Voom no Brasil.

O Startupi, testou o serviço e gravou uma edição especial do Directions, Geraldo Santos sobrevoou os pontos turísticos da cidade e depois aproveitou para conversar com Olivier e entender mais sobre o modelo de negócios e a motivação de uma empresa do porte da Airbus em criar uma startup dentro de casa.

Helicópteros e o aviões são considerados meios de transportes mais seguros do mundo e para a Voom, a segurança dos passageiros é sua prioridade número 1. Em 2018, a aviação comercial no país registrou mais de 900 mil decolagens e dois acidentes em todo o período, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ligado ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Assista ao vídeo completo!

Segurança em primeiro lugar

Entre as normas de segurança, a Voom exige que os operadores obedeçam uma série de medidas para garantir a segurança de todos os passageiros, o que inclui verificações obrigatórias de identificação de passageiros em helipontos, instruções de segurança e protocolos estabelecidos para manter os clientes seguros durante toda a experiência de viagem.

A Voom também exige que todos os credenciados tenham helicópteros modernos e bem equipados que atendam à regulamentação de operação e manutenção OEM – Original Equipment Manufacturer, que em português quer dizer “Fabricante Original do Equipamento”. Além de exigir que todos os operadores de helipontos sejam devidamente licenciados e operado de acordo com todas as diretrizes regulatórias aplicáveis.

Quer saber mais sobre o Directions e ver os vídeos anteriores? Clique aqui e fique ligado nas entrevistas especiais.

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