* Por Frederico Queiroz

A tecnologia surgiu na nossa vida impactando positivamente nossas rotinas, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. Entre os muitos papéis que desempenha, a possibilidade de conectar pessoas de forma igualitária, é um dos destaques. E quando pensamos especificamente em inclusão social e acessibilidade neste contexto, isso se torna ainda mais valioso.

No mês de setembro é comemorado o Dia Nacional das Pessoas com Deficiência (PCDs). A data é um passo importante para começarmos a repensar na questão, principalmente no que diz respeito a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho e em atividades voltadas ao setor da tecnologia, uma vez que este é um dos setores mais democráticos que existem.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, o que corresponde a quase 25% da população total do país. Apesar disso, somente 1% do total de carteiras assinadas no Brasil é composto por pessoas com deficiência.

Diversos fatores compõem este cenário, além da baixa demanda de vagas, muitas empresas, apesar de saberem sobre a responsabilidade de incluírem deficientes no núcleo de colaboradores, ainda resistem em contratá-los. Segundo o Art. 93 da Lei 8213/91, empresas com 100 ou mais funcionários devem possuir em seu quadro de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência.

De olho no atual cenário em que os PCDs vivem, muitas startups de tecnologia têm buscado em suas plataformas todo o tipo de colaborador como forma de incentivar a contratação desses profissionais. No segmento de tecnologia da informação, é possível já perceber uma movimentação em prol da inclusão desse grupo.

Isso porque o segmento permite que esses técnicos prestem serviços de forma remota, uma vantagem para pessoas que têm alguma restrição em relação a locomoção ou adaptação do mobiliário, por exemplo. Por isso, trabalhar de casa pode ser um benefício, além de propiciar uma jornada mais flexível. Pensando em inclusão, muitas empresas já estão desenvolvendo técnicas e formas de adaptar seu espaço físico para receber profissionais especiais.

Portanto, o mercado de TI tem aberto um importante caminho para a conscientização de outras áreas em relação a contratação de portadores de deficiência. A tendência para o futuro é que organizações de diferentes portes empreguem esse grupo e que isso não seja uma imposição e sim uma realidade.


Frederico Queiroz é CEO da NetSupport, plataforma digital para solução de problemas em TI.

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