A TerraMagna, agtech brasileira que atua na mitigação de riscos do agronegócio, acaba de concluir uma nova rodada de investimentos, recebendo um aporte no valor de R$ 2 milhões.

O investimento foi liderado pela The Yield Lab, que é especializada em agtechs. Em seu primeiro investimento no Brasil, a aceleradora possui aportes na Argentina, Peru e Chile.

A TerraMagna, fundada em 2016, tem sede em São José dos Campos e já levantou mais de R$ 700 mil de investidores anjo e fundos como Canary. A agrotech oferece vantagens para toda a cadeia de financiamento agrícola.

Por meio de sistema próprio de processamento de dados de satélite, a startup realiza o monitoramento de lavouras empenhadas como colateral agrícola em financiamentos. Pioneira, a agtech brasileira desenvolveu uma infraestrutura computacional, totalmente em nuvem, que usa Inteligência Artificial e Big Data para processar terabytes de imagens de satélite todos os dias.

O valor do novo investimento deve ser usado na estruturação de novas etapas do serviço da TerraMagna, com o intuito de atender novos players do agronegócio.

“Até o final da safra 2019/20 a previsão é dobrar o volume financiado monitorado. Além disso, o próximo passo é oferecer novos recursos que tragam ainda mais segurança ao processo de concessão de crédito. Com o aporte, também devemos expandir as atividades diretamente relacionadas aos profissionais que atuam conosco no campo”, detalha o CTO da TerraMagna, Bernardo Fabiani.

Desde o início da operação, a startup brasileira já monitorou mais de 10 mil fazendas, que correspondem a mais de 5 bilhões em penhor agrícola. Até o momento, tiveram 0% de inadimplência nas operações. Com isso, caso haja dificuldade de pagamento, os credores contam com maior segurança e respaldo para executar o colateral levando a colheita à venda ou comprovando o desvio dos grãos. Concessões de crédito são considerados mais seguras quando têm penhor agrícola como colateral, devido à facilidade e agilidade de sua execução e à liquidez do bem empenhado.

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