A iniciativa é da Sky.One, uma startup de soluções para a nuvem que se destacou muito nos últimos anos. Em 2015 a startup conseguiu escalar com um modelo de venda por canais para companhias nacionais e globais, que cada vez mais optam por migrar seus sistemas para a tecnologia de computação em nuvem, buscando redução de custos, agilidade e segurança de seus dados e informações corporativas.

Em 2018 a startup recebeu um aporte no valor de R$22,5 milhões. O investimento foi feito pela gestora Invest Tech, focada em fundos de Venture Capital e Private Equity para empresas inovadoras, por meio do fundo Capital Tech II. A empresa também recebeu diversos prêmios: prêmio de inovação da Amazon, Great Place to Work, e entrou para a lista das empresas mais desejadas para se trabalhar do Linkedin.

No vídeo abaixo, Ricardo Brandão, Cofundador e CEO da Sky.One, fala sobre a motivação de criar o evento.



Hoje a Sky.One tem se posicionado como uma empresa de tecnologia/cloud computing, para os ISVs, fornecedores independentes de soluções de softwares, ajudando-os com a primeira migração, modernizando suas aplicações para fazer parte do conceito de ERP pós moderno, que é toda uma exposição de APIs desses softwares para o novo mundo de aplicação que vem das startups.

Um dos produtos da Sky.One é o Auto.Sky, que oferece uma alternativa eficiente e sem riscos para quem precisa fazer migração para nuvem. O cliente recebe seu ambiente completamente configurado dentro de algumas horas, com banco de dados e usuários cadastrados. Tudo altamente personalizável para atender às necessidades internas e externas do negócio.

O Sky. One Connect conta com a curadoria e apoio da Advance Consulting e do STARTUPI. No vídeo, Dagoberto Hajjar, sócio-fundador da Advance, fala sobre o cenário de TI nos próximos anos e a importância de um evento como o Sky.One Connect para o mercado brasileiro.

Dagoberto destaca que o setor de TI teve excelente desempenho em 2017 e 2018, terá resultados ruins em 2019 e exuberantes em 2020. A constatação vem da pesquisa que a Advance faz trimestralmente para identificar a percepção dos empresários de TI com o momento de mercado.

O setor cresceu 10.5% em 2017 e 10.9% em 2018. Em 2019, o mercado cresceu apenas 2% no primeiro trimestre, 7.5% no segundo trimestre, e as expectativas são de crescimento de 20% no segundo semestre, encerrando o ano com 8,0% de crescimento.”Para 2020 as expectativas são exuberantes. Os empresários acham que o mercado de TI pode crescer até mais do que 20%, mas existe o desafio gigantesco de falta de mão de obra, que poderá limitar o crescimento do mercado”, destaca.

Segundo ele, isso já aconteceu em 2009, quando houve a “marolinha”. O mercado de TI cresceu muito pouco em 2009, represando investimentos que desaguaram em 2010 gerando uma quantidade enorme de projetos. Faltou mão de obra especializada e não especializada. A mão de obra ficou cara por conta de lei de oferta e demanda. As grandes empresas “roubaram” a mão de obra de empresas menores, com promessas de melhores salários e benefícios. As empresas menores estavam com excelentes oportunidades à sua frente, mas sem recursos humanos para conseguir aproveitá-las.

Segundo ele, em 2020 este efeito será ainda maior porque a tecnologia evoluiu muito permitindo que os colaboradores estejam trabalhando de maneira remota. Então, uma grande empresa em São Paulo poderá contratar excelentes desenvolvedores, consultores ou até mesmo vendedores de Maringá ou Recife.

Dagoberto também acredita que que o 5G levará o mundo para outro nível de tecnologia que sequer conseguimos imaginar hoje. Todos os dispositivos conectados na Internet, desde carros até geladeiras. Teremos Inteligência Artificial analisando toda esta montanha de dados que serão coletados, e “conversando” com a gente como se fossem “pessoas inteligentes”, nos recomendando o que fazer”.

“O Software se tornará príncipe, e isto não é uma previsão, é um fato. À medida que o mercado vai amadurecendo temos um aumento de consumo de Software e Serviços em detrimento de Hardware. No Brasil, estamos ano a ano, aumentando o consumo de software. Ainda estamos abaixo da média mundial, o que nos leva a acreditar que o tal “déficit de tecnologia” no Brasil será preenchido com muito mais software e serviços do que Hardware”, comenta.

Outra previsão é que o ISV, empresa de desenvolvimento de software, será peça-chave em todo o ecossistema de tecnologia. Se o Software será príncipe, então, o ISV será o rei, já que ele é quem desenvolverá o software, e o software é que resolve o problema dos clientes. Então o ISV estará conectado com os clientes, será o seu “trusted advisor” (conselheiro de confiança), e assumindo este papel, então será o novo canal de vendas e distribuição de tecnologia”, finaliza.

Geraldo Santos, Diretor-geral do Startupi, destaca a importância do Sky.One Conncect, que reunirá em um único local a indústria de tecnologia, desenvolvedores tradicionais de software (ISVs) e também o ecossistema de startups, com empreendedores e investidores.

“Sabemos que cerca de 80% das 1000 maiores empresas do Brasil que querem se aproximar das startups, ainda tem grande dificuldade de cultura para isso. Por isso, o Sky.One Connect terá um espaço totalmente dedicado a integrar os fornecedores de tecnologia tradicionais com startups e investidores, que permitirá que os ISVs estejam cada vez mais conectados com esse novo ambiente disruptivo, para atender cada vez mais e melhor seus clientes”, finaliza.

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