* Por Anderson Arcenio  

Vivemos em um período de transições, de grandes transformações, e tudo isso tem alterado a maneira com que lideramos nossas empresas, desenvolvemos e distribuímos nossas soluções e, principalmente, a forma com que continuamos inovando.

Como comentei no artigo sobre os 3 horizontes da inovação da McKinsey, no contexto organizacional podemos entender inovação como a transformação de algo já existente em algo novo que gere mais resultado. É a criatividade colocada em prática para gerar mais valor.

E quando abordamos o tema inovação, estamos falando de um cenário de risco e alto grau de incertezas. Existe um contraste quando comparamos negócios inovadores a negócios tradicionais, como mostra essa interessante analogia que James McGroddy comentou no livro Open Innovation, de Henry Chesbrough:

“Quando você está direcionando sua tecnologia para seus negócios atuais, é como um jogo de xadrez. Você conhece as peças, sabe o que elas podem e não podem fazer. Você sabe o que sua concorrência vai fazer e que seu cliente precisa de você para vencer o jogo. Você pode pensar em muitos movimentos com antecedência e, de fato, é necessário, se quiser vencer. Em um novo mercado, você precisa planejar sua tecnologia de maneira totalmente diferente. Você não está mais jogando xadrez; agora você está jogando poker. Você não conhece todas as informações com antecedência. Em vez disso, você deve decidir se deseja gastar dinheiro adicional para permanecer no jogo e ver a próxima carta.”

O que é Inovação Aberta?

Atualmente, temos uma abundância de conhecimento em praticamente todos os campos ao nosso redor. A proliferação de bancos de dados científicos públicos, artigos e vídeos online, novos modelos de negócios e startups, combinada com acesso à internet de baixo custo em alta escala, pode fornecer acesso a uma riqueza de conhecimentos que eram muito mais caros e demorados para serem alcançados antigamente.

É dentro deste contexto que entende-se como uma limitação investirmos apenas em um modelo de inovação fechada, dentro dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento. Faz mais sentido combinarmos os resultados que conseguimos ter internamente com iniciativas externas, e com isto surge a abordagem da Inovação Aberta.

Inovação Aberta, ou em inglês Open Innovation, termo criado em 2003 por Henry Chesbrough, refere-se a um paradigma que pressupõe que as empresas podem e devem usar ideias externas, bem como ideias internas, e caminhos internos e externos para o mercado, à medida que as empresas buscam aprimorar sua tecnologia.

Com a inovação aberta, acredita-se que a detenção do conhecimento e a identificação de novas soluções podem estar em qualquer lugar, tanto interno quanto externo, de uma cadeia de valor de uma empresa. Ou seja, através de funcionários de distintas áreas, fornecedores, parceiros, universidades, outras empresas e etc…

Existem diversas formas de estruturar iniciativas de inovação aberta, e tudo depende do objetivo buscado. Para quem quer conhecer mais, citei alguns exemplos relacionados com startups neste artigo, e teremos um evento que trará outros cases de sucesso para inspirar quem quer começar.

Com realização da Cocreare, uma empresa que trabalha com desenvolvimento de soluções digitais e que acredita que com a abordagem de inovação aberta pode cocriar inovações com seus clientes, teremos no dia 26 de novembro, o Open Innovation Talks, um dia todo de conteúdo online totalmente gratuito sobre inovação aberta com grandes referências do mercado para apresentar mais sobre o conceito, a cultura de inovação e as práticas de inovação aberta em diversos modelos de organização. Você vai descobrir que a inovação pode vir de onde você ainda não esperava.


Anderson Arcenio é bacharel em Sistemas de Informação pela Unesp Bauru, pós-graduado em Gerenciamento de Projetos e atua há 14 anos com projetos digitais. Empreendedor com startups há 9 anos, hoje é sócio das empresas FCJ BauruCocreareProtarefaSalus e Dinamize, além de estar à frente da comunidade local Sandwich Valley

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