* Por Denis Riviello

O uso de smartphones evoluiu muito nos últimos anos, fazendo com que passassem de ferramentas de apoio para, praticamente, centrais de comando entre nossos diversos dispositivos e contas. Isso elevou também o volume de informações que são armazenadas neles — sejam profissionais ou pessoais — tornando-os os principais alvos para cibercriminosos.

No Brasil, quase 60% dos ataques cibernéticos são direcionados aos aparelhos, e neles 54% direcionados a Android e 24% ao iOS, segundo estudo realizado no primeiro trimestre de 2020 pela PRADEO, empresa provedora de segurança móvel.

Os números cresceram consideravelmente nos últimos meses com o aumento do isolamento social e do regime de home office, onde, de um mesmo dispositivo, o usuário pode acessar desde suas redes sociais, até a nuvem e arquivos sensíveis de onde trabalha. Segundo estudo da Kaspersky, empresa especialista em segurança digital, as tentativas de golpes e sequestro de dados, aumentaram mais de 350% no Brasil apenas neste primeiro trimestre de 2020.

Sistemas como IOS e Android já possuem recursos de segurança integrado para tentar reduzir a frequência de vulnerabilidades. No caso do Android, que atualmente é o mais utilizado no mundo, oferece o sistema de criptografia de arquivos que pode ser ativado para proteger os dados de dispositivos até mesmo se forem perdidos. Além disso, permite que os aplicativos tenham acesso a dados pessoais somente se o usuário habilitar nas configurações, proporcionando autonomia e controle da proteção.

Embora para o sistema operacional da Apple não exista uma grande variedade de aplicativos próprios de segurança, o Iphone em si oferece alguns serviços de segurança de dados privado, como a função de criptografia para todas as informações no aparelho. Ele também possibilita apagar absolutamente todos os dados quando a senha for digitada errada várias vezes seguidas. 

As proteções de fábrica dos dispositivos são o suficiente?

Todas essas funções oferecem um nível de proteção aceitável, mas a eficácia não é completa se não estiver acompanhada da conscientização e das boas práticas de utilização do usuário. A atenção redobrada para evitar cliques em links não confiáveis, desabilitar a função de conexão automática em rede de WI-FI público e  não permitir que as senhas de acessos fiquem salvas no aparelho celular, é tão importante quanto ter antivírus nos dispositivos.

Ao precisar fazer download de um aplicativo no smartphone, é importante conferir comentários e avaliações de outros usuários, e principalmente definir senhas de acessos fortes e diferentes para cada um deles e habilitar o duplo fator de autenticação, via SMS ou e-mail, além disso, muitas ameaças contra esses sistemas podem ser evitadas mantendo-os sempre atualizados.

* Por Denis Riviello, especialista de Segurança, com mais de 20 anos de experiência em concepção e estruturação personalizada de áreas responsáveis por segurança da informação de grandes empresas, além de estar à frente das Áreas de Segurança de pré-vendas e Customer Success da Compugraf.

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