* Por Max Camargo

A necessidade de uma transformação digital já nasceu com as startups, que entendem a importância de utilizar a tecnologia a seu favor. Mas, apesar de não contarem com escritórios físicos, principalmente no início, essas empresas deveriam saber o valor de uma infraestrutura adequada, e isso faz com que o uso de nuvem pública seja ainda mais relevante para a estrutura do negócio, já que traz diversos benefícios para essas empresas.

Li uma análise recentemente divulgada pela IDC, sobre os impactos da pandemia de covid-19 para o setor de Tecnologia da Informação na América Latina, que devem chegar a US$ 15 bilhões, ainda em 2020. Uma parte desses impactos deverá ser sentida na redução dos investimentos anteriormente programados para infraestrutura, mas isso não significa que os projetos serão paralisados.

Até porque pensar em infraestrutura e tecnologia em nuvem é pensar em segurança, afinal, as startups não escapam dos ataques, e proteger o acesso do usuário ajuda a manter os dados seguros por meio de comunicações criptografadas e pelo gerenciamento de ameaças, incluindo testes de penetração regulares.

Mas como fornecer um produto ou serviço de qualidade com um preço competitivo, diante à grande concorrência e ainda obter uma estrutura de TI para suportar esse trabalho? Essa não é uma resposta fácil. Segundo a Serasa Experian, são aproximadamente 10 mil empresas lançadas por dia só no Brasil, com um total de 2 milhões de empresas existentes.

Tudo isso aliado a investimentos de fora, muita prospecção e pouco dinheiro próprio, geram dúvidas de qual é o investimento certo. A solução então para entender a importância da segurança digital é enxergar que todos os setores precisam de condições básicas para suportar o trabalho. Seja em educação (edtech), finanças (fintechs), saúde (healthtech) ou telecomunicações, os cuidados com a segurança da informação, armazenamento de dados, proteção antivírus, backup e recuperação, e estabilidade no data center, devem ser mantidos e até redobrados.

Além de entenderem que a infraestrutura de TI é um requisito básico nos dias de hoje, as startups devem associar esse investimento ao diferencial competitivo. Afinal, só no Brasil a população é de 211 milhões de habitantes, todos com necessidades e padrões de vidas diferentes, o que aumenta as possibilidades de fazer negócios.

Entendo que a 4ª Revolução Industrial tornou os modelos de negócios mais disruptivos, e abriu espaço para as startups usarem tecnologias como internet das coisas (IoT), inteligência artificial, aprendizado de máquina, moedas digitais, impressão 3D, robótica e carros autônomos. As possibilidades são enormes, e os avanços muito acelerados.

Esse novo mercado de consumo é movido pela experiência que traz praticidade e melhora no dia a dia das pessoas. É por isso que muitas profissões deixarão de existir e outras surgirão, porque a tecnologia transforma a vida das pessoas, traz novos olhares aos problemas reais e gera oportunidades de economias colaborativas.

Portanto, o investimento em infraestrutura e tecnologia em nuvem é extremamente relevante, tanto para startups, quanto para ISVs (fornecedores independentes de software), já que essas empresas não precisam ter espaço físico e necessidade de altos investimentos com hardware e software. A solução está nos projetos em nuvem que podem e devem ser desenhados para que a TI tenha visão do consumo por departamento ou até mesmo deste custo por cliente, além de ser flexível, escalável, com um compromisso rigoroso de privacidade, é paga pelo uso e possui datacenters locais para proporcionar maior performance e redução de latência.

Tudo isso só fará sentido se a empresa tiver propósito corporativo para dar sentido à visão e missão do negócio. O propósito deve ser tão claro quanto o nome, e não uma página do manual de RH. Isso fará com que os clientes sejam atraídos facilmente pela identificação que sentirão, os funcionários trabalharão mais engajados e o negócio seguirá fiel ao seu objetivo de ser autêntico e fazer a diferença na vida das pessoas.

* Max Camargo é diretor Comercial da Solo Network.

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