Dados do Google Analytics revelam que no período do Curta Caicó, entre 08 e 16 de agosto, o website do festival obteve mais de 87 mil visualizações na página. Já as mídias sociais alcançaram mais de 192 mil pessoas, registrando cerca de 350 mil impressões

Natal – O alcance de novos públicos e uma grande repercussão dentro e fora do Brasil foram os principais resultados da realização da terceira edição do Festival Curta Caicó, neste mês de agosto. O festival que estava programado para mês de junho na cidade de Caicó, região do Seridó norte-rio-grandense, foi realizado em formato digital devido à pandemia do coronavírus (Covid-19), seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e respeitando o decreto governamental que proíbe a realização de eventos com aglomerações. Apostando alto nas novas tecnologias, os organizadores do festival de cinema mudaram literalmente o roteiro a partir de um Plot Twist, uma espécie de reviravolta para a realização no formato digital.

Estimulados pelo Edital de Economia Criativa do Sebrae do Rio Grande do Norte, os organizadores aceitaram o desafio de apresentar um projeto para concorrer no formato digital. Contemplados pelo edital, tiveram os recursos garantidos para a realização de oito atividades formativas e investimento nas mídias sociais. “O que estava se consolidando como um filme de suspense ganhou outra perspectiva e teve um final feliz. O apoio do edital do Sebrae nos motivou a realizar o festival em formato digital e o resultado foi impactante para o próprio festival e o mercado do audiovisual”, comemora Raildon Lucena, diretor do Curta Caicó.

Os números expressivos comprovam o sucesso e a consolidação do Curta Caicó como um dos festivais de cinema emergentes do país. Dados do Google Analytics revelam que no período do evento o website do festival www.curtacaico.com.br obteve mais de 87 mil visualizações na página. Já as mídias sociais alcançaram mais de 192 mil pessoas, registrando cerca de 350 mil impressões.  No geral, o Curta Caicó digital chegou a 573 municípios e atingiu 39 países, como Estados Unidos, Portugal, França, Argentina e Espanha. De acordo com Raildon Lucena, esse êxito se deu graças a um planejamento digital estratégico minucioso, buscando atingir novos públicos e criar uma experiência diferenciada para os usuários.

O evento criou uma plataforma de streaming intitulada “Caicó Flix”, onde os internautas se cadastravam gratuitamente e podiam assistir os filmes selecionados pelo festival. Ao todo foram 115 curtas-metragens, divididos em dez mostras competitivas e paralelas. Na plataforma foram realizados mais de 4 mil cadastros. “Durante o festival, recebemos muitas mensagens de pessoas que estavam maratonando os filmes selecionados pelo festival. O que para nós é uma satisfação imensa, pois um dos objetivos do Curta Caicó é fomentar a formação de público e valorizar o nosso cinema”, destaca Lucena.

As oficinas de formação, workshops, webinars e debates também foram realizados em ambiente online, atraindo pessoas de todo o país. De acordo com a facilitadora da oficina de Documentário, Dênia Cruz, o resultado foi bastante expressivo e os participantes produziram curtas-metragens que estão disponíveis no canal do festival no YouTube.

Nostalgia e premiações

“Já estamos planejando a próxima edição e um dos nossos focos será a formação. Queremos realizar um trabalho voltado para as escolas de Caicó e do Seridó, estimulando a produção audiovisual e desenvolvendo a economia criativa em nossa região. Acreditamos que o Seridó do Rio Grande do Norte pode vir a se tornar importante polo de produção de cinema”, avisa Lucena.

Além de investir nas tecnologias digitais, o Curta Caicó fez uma conexão entre o passado, presente e futuro. Na abertura do festival teve um bate-papo com a escritora Flávia Assaf e o diretor de fotografia Walter Carvalho. Logo a seguir, foi realizada uma sessão especial do filme “Boi de Prata”, do diretor Carlos Augusto Ribeiro Junior.

De origem caicoense e filmando no final da década de 70, “Boi de Prata” é um dos filmes mais importantes da cinematografia do Rio Grande do Norte. Durante a conversa, Walter Carvalho falou sobre sua saudade das paisagens seridoenses e ressaltou que o filme foi sua primeira experiência com obras de ficção, destacando o desejo de voltar a filmar em Caicó.

A cerimônia de encerramento foi realizada ao vivo no canal do Curta Caicó. Os vencedores do festival ganharam vários prêmios, como o Místika nas Mostras Nacional, Nordeste, Potiguar e Seridó; o Elo Company de distribuição, na Mostra Nacional; o Prêmio do Centro Técnico Audiovisual, na Mostra Potiguar; e prêmios da Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte (ACCIRN) nas mostras competitivas e paralelas, além dos vencedores do júri popular. O resultado completo está no site www.curtacaico.com.br.

Dentre os homenageados do Festival, o diretor Walter Carvalho e o cineasta seridoense Bucka Dantas receberam o Prêmio Referência de Contribuição Artística, que a cada edição premia personalidades e movimentos que contribuem para o desenvolvimento do audiovisual regional e nacional.

O Curta Caicó é uma realização da Referência Comunicação. Além do Edital de Economia Criativa do Sebrae-RN, o evento contou com patrocínio do Governo do Estado, Fundação José Augusto, Lei Câmara Cascudo, Eletrocenter, Rende Gás e Slup, além do apoio do Sesc-RN, Inplarn, Replac e Morada da Paz. O festival teve apoio cultural da Místika, Elo Company, Centro Técnico Audiovisual, ACCIRN, IFRN e UERN. Além de parcerias importantes do Setecnas, Cardume e Canal Futura.

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