Comida caseira, de boa qualidade e a preços acessíveis. Essa é a promessa de Muy, rede de fast-food colombiana que acaba de desembarcar no Brasil. A empresa inicia suas operações em São Paulo, por meio de uma cloud kitchen com capacidade inicial para produção de 20 mil pratos e entrega pelas principais plataformas de delivery. Os planos são audaciosos: até 2025, a expectativa é abrir cerca de mil unidades Muy em todo o país e gerar mais de 10 mil empregos, com um investimento de aproximadamente US$ 150 milhões.

A vinda ao Brasil neste momento faz parte de uma estratégia regional da empresa: o país representa 50% do mercado de foodservice na América Latina, que deve movimentar US$ 308 bilhões até 2025. Na região, são mais de 467 milhões de consumidores de média e baixa renda não atendidos pelas principais redes de restaurantes.

“Iniciaremos a operação no Brasil por meio de uma cozinha com foco no delivery, a fim de compreender o comportamento e demandas do consumidor brasileiro e, assim, construir raízes neste importante mercado. Faremos uso do nosso modelo de previsão de demanda, que se baseia em Inteligência Artificial e nos permite ter uma das menores taxas de desperdício de alimentos, além de um sistema próprio de controle de qualidade, garantindo também no Brasil o índice de satisfação de nossos clientes, que é um dos mais altos do setor”, afirmou José Guillermo Calderón, CEO da Muy.

Segundo dados da Abrasel – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, cerca de 20% dos 270 mil restaurantes por quilo e self-service que existem no Brasil devem fechar, como resultado da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. E é justamente esse espaço que Muy quer dominar.

O modelo self-service faz parte da cultura do brasileiro. No entanto, no pós-pandemia, a queda do consumo deverá implicar, também, na redução da variedade de pratos e no aumento dos preços. Além disso, parte dos clientes ainda não se sente confortável para retornar ao ambiente do restaurante por quilo, com mesas muito próximas e compartilhamento de utensílios. Em linha com essa tendência, Muy acaba de inaugurar, na Colômbia, o primeiro restaurante 3.0 da América Latina, 100% automatizado e sem interação humana – modelo que, no futuro, deve ser replicado no Brasil.

Modelo híbrido e investimento em tecnologia

Um dos diferenciais de Muy em relação à concorrência é a adoção de um modelo híbrido – lojas convencionais e cozinhas ocultas – que, otimizando recursos e ampliando escala, permite maximizar a receita em CAPEX mais do que qualquer modelo de foodservice.

A empresa está comprometida em transformar a indústria de alimentos com o uso de tecnologia integrada em toda a sua cadeia de criação de valor, com inovações que visam a excelência na experiência do cliente e eficiência operacional, o que inclui uso de algoritmos e Inteligência Artificial para previsão de demanda, reconhecimento de pedidos e redução do desperdício.

O uso de tecnologia, vale pontuar, caminhará lado a lado com a criação de postos de trabalho e desenvolvimento de pessoal. Em Muy, o talento humano é o maior capital. Por isso, a empresa investe em desenvolvimento de tecnologia 100% própria, latino-americana e a serviço de todos, com foco em inclusão – desde os processos internos até os consumidores, que tem acesso aos melhores produtos e aos melhores serviços, independente do seu estilo de vida ou poder aquisitivo.

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