Criada pelo Sebrae no Pará, ferramenta facilitou comunicação entre empreendedores e clientes em uma grande vitrine de produtos

Feira de Artesanato do Círio

Todo ano, artesãos e muitos outros empreendedores paraenses aguardam o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, manifestação religiosa que ocorre todo segundo domingo de outubro, em Belém do Pará, para faturar. Mas, em 2020 as incertezas eram muitas por causa da pandemia do novo coronavírus.

A confirmação, em agosto, de que neste ano o Círio seria diferente, sem as procissões e algumas programações restritas e até com a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, coração da festividade, fechada, preocupou os empreendedores que fazem parte de uma cadeia econômica ligada à manifestação religiosa.

Sem o tradicional Círio, que atrai milhares de turistas para a capital paraense e movimenta a economia do estado, o quadro de queda do faturamento causada pela crise econômica gerada pela pandemia tendia a piorar. “Eu estava em uma situação complicada”, conta a artesã Francione Serra, do Ateliê Biarte Artesanato.

Franci, como é mais conhecida, engrossou as estatísticas de queda de faturamento com a pandemia no Pará. Em março, uma pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que entrevistou empresários em todos os estados, apontou que 90% dos ouvidos no Pará disseram que ele caiu.

Apesar desse indicador apresentar taxas bem melhores no final de setembro e início de outubro, sinalizando para uma recuperação dos negócios, mesmo que lenta, essa taxa ainda era de 70% nesse período. Foi o que mostrou mais uma edição do estudo, que vem sendo realizado, mês a mês, para a avaliação do impacto da pandemia nos pequenos negócios brasileiros. 

A saída de muitos empreendedores para sobreviver nesse cenário desfavorável foi migrar ou fortalecer a presença no ambiente virtual. E se essa foi a alternativa encontrada por quem empreende, o Sebrae no Pará também utilizou esse meio para apoiar os pequenos negócios também no Círio, ofertando uma ferramenta virtual para o relacionamento entre eles e seus clientes, a Amazônia Market. “Cuidar da saúde dos negócios ao mesmo tempo que contribuíamos para o cuidado com a saúde das pessoas”, destaca o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno, lembrando da preocupação em não aglomerar para evitar a contaminação com o vírus.

Sessenta e cinco empreendedores cadastram gratuitamente seus produtos na plataforma durante o período das ações ‘Sebrae no Círio’, que foi de 7 a 25 de outubro, tendo como carro-chefe a comercialização do artesanato, tradicional nessa épica do ano, além de manualidades, biojoias, confecção e artigos alimentícios, entre outros.

A geração de negócios ficou em cerca de R$ 80 mil, segundo a gerente de relacionamento empresarial do Sebrae no Pará, Keyla Reis. Ela explica que as vendas vão além desse período, com oportunidade de negócios futuros pela visibilidade dos produtos na vitrine nessa época e porque eles permanecem na plataforma. “Futuramente, a intenção é que ela promova e-commerce”, adianta Keyla.

O grande diferencial criativo foi oferecer uma forma inovadora de comunicação entre empreendedores e clientes, promovendo vendas de forma segura, sem aglomerações. O cliente podia escolher o que lhe agradava pela plataforma e pegar com os empreendedores ou nas Lojas Colaborativas da Feira de Artesanato do Círio (FAC) e definir o melhor horário para isso.

A artesã Elivane Rabelo, da Fibras da Amazônia, diz que vendeu mais que nos outros anos, com a participação na plataforma.

Novidade que agradou à artesã Elivane Rabelo, da Fibras da Amazônia. “Vendi mais que nos outros anos. Estou muito satisfeita com as lojas e com a participação na plataforma”, diz Elivane, que trabalha com a produção de cadernos, cadernetas, bolas e outros produtos que têm como principal matéria-prima fibras da Amazônia.

Kelly Badarane, da KDesign, também tem motivos para festejar. “Foi fundamental a ferramenta, que aproximou os clientes da gente. Colocamos a foto dos produtos e os clientes entravam em contato”, conta a artesã, que trabalha com biojoias com elementos regionais e a temática do Círio.

O artesão Jefferson Cruz cadastrou suas miniaturas de elementos do Círio de Nazaré na Amazônia Market

“Com a pandemia, a gente teve a necessidade de incluir nossos produtos na Internet e divulgar cada vez mais. Foi um sucesso e eu indico aos colegas que procurem colocar seus produtos também”, diz o artesão Jeferson Cruz, que cadastrou suas miniaturas de elementos e personagens do Círio e do cotidiano paraense na Amazônia Market

“Sabemos que o empreendedorismo no meio digital ainda é desafiante na região amazônica, onde a dificuldade de acesso à internet de qualidade é uma realidade em alguns pontos, mas a gente está preparando esse empreendedor para estar presente no ambiente virtual e fazer bons negócios dentro das particularidades regionais”, destaca Rubens Magno. “Isso é uma questão de sobrevivência. Não há mais como o empreendedor ficar à margem desse mundo”, observa.

Outro diferencial da Amazônia Market é que os empreendedores cadastrados iniciam um relacionamento também com o Sebrae, podendo participar de capacitações e eventos e receber orientações para fortalecer seus negócios.

Atualmente, mais de 1.800 empresas estão cadastradas na plataforma lançada no último mês de junho, de vários segmentos. O cadastro é simples e rápido. Para se cadastrar, é preciso ser uma empresa formalizada como Microempreendedor Individual ou Micro e Pequena Empresa (MPE) e ser paraense.

Ampla divulgação

Para dar visibilidade à Amazônia Market, houve ampla divulgação da ferramenta nos meios de comunicação, com conteúdo publicado de forma criativa, convergindo plataformas e levando o consumidor a ter interesse pelos produtos dos empreendedores.

Matérias em TV (reportagens e ‘ao vivo’), rádios, jornais, sites e redes sociais fizeram parte da campanha das ações ‘Sebrae no Círio’, citando a plataforma e com a inserção de QR Code ou link direcionando para a Amazônia Market em alguns materiais.

“Para uma ação diferenciada, uma comunicação também diferente, usando vários meios e linguagens para ampliar a visibilidade das oportunidades de estar presente na plataforma e realizar bons negócios”, reforça Rubens Magno.

 Estratégia no Círio

A plataforma Amazônia Market foi um dos pontos de contato para a venda de artesanato e diversos outros produtos, dentro das ações ‘Sebrae no Círio’.

Além da plataforma, foram realizadas a FAC na forma tradicional e em formato de lojas colaborativas, gerando bons resultados, e agrofeiras do Círio. Também foram instaladas máquinas Point Machine em pontos de grande circulação em Belém.

Mais informações:

Ao empreendedor

0800 570 0800

À imprensa

Assessoria de Imprensa do Sebrae no Pará

(91) 98059 1156 / 98405 8524

Publicação Original


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