* Por Mônica Hauck

O RH mudou e qualquer ideia equivocada a respeito desse assunto precisa ser desfeita. Vivemos na era da inovação, de um RH, que não mais combina com os tradicionais sistemas burocratizados.

O RH que descrevo é o RH4.0 do futuro, aquele que assume um papel central nas atividades de pequenas, médias e grandes empresas. Este RH trata de oferecer soluções estratégicas para otimizar a vida das pessoas, transformando suas histórias. É um trabalho que soma o entendimento sobre o valor do capital humano com as novas práticas e ferramentas tecnológicas, que estão à nossa disposição. Este RH simplifica a comunicação entre os times, agregando números às decisões estratégicas, gerando valor, predizendo a sucessão e cuidando do desenvolvimento contínuo das pessoas.

Para entender um pouco mais sobre o que quero dizer, me atrevo a fazer um breve resgate histórico sobre o tema.

Em sua origem antes de 1930, o RH era visto como um setor muito burocrático, representado por processos arcaicos. Hoje, tecnologias e inovações incorporam mudanças cada vez mais rápidas na atração, retenção e mensuração da competência do capital intelectual.

Isso significa que a área de Recursos Humanos caminha lado a lado às transformações sociais e tecnológicas, e diante deste fato, o desafio do RH está em inovar e deixar de lado as tarefas morosas – sem abrir mão do lado humano nos processos. A partir dos anos 2000, com a introdução à tecnologia, o RH assumiu um caráter mais estratégico. Após a primeira década do novo século, o termo “Gestão de Pessoas” começa a ser utilizado, amparado pela Inteligência Artificial, o grande divisor da era dos dados.

Como argumenta Idalberto Chiavenato, considerado “o pai do RH” no Brasil, “a era digital está impondo uma profunda e rápida mudança, e transformação organizacional. Fatores dinâmicos e mutáveis produzem efeitos sistêmicos nas organizações. Há algum tempo sentimos um profundo impacto, através da robotização, digitalização e automação dos processos”.

Um levantamento feito pela TNS research, mostra que as empresas que apostam em tecnologias como inteligência de dados, big data e mobilidade possuem crescimento de 60%. Isso porque elas oferecem algumas vantagens importantes aos negócios como otimização de processos, agilidade na realização de tarefas e redução de custos, através de recursos como Inteligência de dados e Big data.

Dito isso, fica fácil compreender que cabe às organizações incorporarem o conceito do RH como protagonista, para dessa forma, buscarem as soluções e as ferramentas necessárias para otimizarem e potencializarem os resultados dos negócios. Este RH estratégico busca centralizar as informações em um só lugar, reduzindo custos, aumentando a segurança da informação e a sensibilidade dos dados das pessoas. O uso de ferramentas para administração dos processos de forma centralizada de ponta a ponta pode ajudar as organizações a terem vantagens competitivas e se diferenciarem neste mercado cada vez mais disruptivo.

Diante desses insights, concluo que o futuro do RH é hoje e está direcionado para a solução das demandas das empresas, de forma otimizada e estratégica, mas sem perder seu caráter sensível, de olhar e valorizar as pessoas. O mundo organizacional mudou, as relações de trabalho mudaram, e o RH também. Pense nisso. Qual o seu papel como pessoa no futuro da empresa que você faz parte?  


Mônica Hauck é Fundadora da Sólides. Graduada e pós-graduada pela UFMG e FGV, com MBA em Gestão Empresarial e especialista em Inovação e Empreendedorismo pela Universidade de Stanford. A empreendedora desenvolveu a ferramenta Profiler e, como referência em Gestão Comportamental, atualmente ministra palestras e cursos por todo Brasil. Também é vencedora do Prêmio Mulheres Notáveis, na categoria Tecnologia.

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