* Por João Luis Olivério

Um bom Conselho de Administração é uma espécie de GPS para as Startups. Você pode chegar onde você deseja sem um app como o Waze, mas vai ficar muito mais fácil ter um bom apoio para enfrentar os imprevistos que podem surgir no caminho.

Por isso, definir conselheiros deveria ser uma das primeiras questões na fundação de uma Startup. São essas pessoas que vão estar com você desde o início, trazendo sugestões, ideias e críticas construtivas para que o seu negócio tenha sucesso. E para te ajudar a ajustar as estratégias do seu plano de negócios e ver além do que você, seus sócios e o seu time estão enxergando.

Nos bons e maus momentos – e uma Startup sempre terá ambos – o Conselho vai funcionar como um conjunto de vozes ponderadas e experientes para apoiar as tomadas de decisões e mudanças de rumo que podem ser necessárias no caminho de qualquer empresa.

Não siga (apenas) a sua intuição, siga o seu Conselho! Mas antes, escolha as pessoas certas. Pessoas que sejam entusiastas do problema que você quer resolver com a sua Startup. E que tenham visões heterogêneas. Traga também especialistas, cuja bagagem e conhecimento técnico vão apoiar você e o seu time a traçar estratégias mais eficientes.

Muitos erros cometidos na gestão de Startups acontecem por um pouco de teimosia dos empreendedores, raramente questionada pelo time da empresa, que prefere evitar certos conflitos. Em situações como essa, um Conselho irá ajudar a encontrar consensos.

E, na maioria das vezes, os sócios erram juntos. Até porque costumamos procurar sócios que pensem de forma muito parecida conosco. E, quando os sócios discordam, o Conselho tem um papel importantíssimo na resolução desses conflitos, atuando de forma ponderada entre as partes.

É interessante também que o Conselho tenha um ou mais investidores, mas sempre seguindo critérios técnicos, reforçando um papel de aconselhamento que muitas dessas pessoas já exercem em algumas Startups nas quais alocam os seus recursos, com a expectativa de obter ganhos de capital a longo prazo.

Vale ressaltar que Conselhos em startups devem ser diferentes dos conselhos estatutários, que são uma ferramenta essencial de governança corporativa em grandes empresas. A diferença nas Startups é que o Conselho terá um papel mais provocativo, pois Startups nunca podem ficar em uma zona de conforto. Ao contrário, devem sempre estar em movimento, atentas a tecnologia e inovação, em uma busca incessante para quebrar os modelos antigos e liderar transformações.


* João Luis Olivério é Conselheiro e Mentor de Startups.

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