Segmento que amargou quedas de mais de 50% do faturamento, foi um dos mais impactados pela pandemia

Os salões de beleza, esmalterias, barbearias e centros de estética foram algumas das atividades mais impactadas pela pandemia do coronavírus. Apenas no setor de serviços de beleza, 90% das empresas relataram perdas de faturamento. De acordo com a 11ª pesquisa de Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios, realizada pela FGV em parceria com o Sebrae, em maio, as empresas desse segmento registraram, em média, uma queda de 53% do faturamento. O avanço da campanha de vacinação e a progressiva reocupação dos espaços físicos, entretanto, têm grandes chances de trazer benefícios para os empreendedores que conseguiram sair na frente e introduzir inovações em seus negócios, nesse ano e meio de pandemia.

Apesar dos números gerais que ainda são desanimadores, o levantamento do Sebrae mostra que 71% dos pequenos negócios do segmento fizeram adaptações para continuar funcionando e essas modificações poderão ajudar na retomada. De acordo com a coordenadora nacional da cadeia produtiva de beleza do Sebrae, Andrezza Torres, com o aperto nas contas, os empreendedores se viram forçados a reorganizar a sua gestão. “Boa parte desses negócios deu um passo à frente para ter uma gestão mais digitalizada e mais inteligente, o que vai trazer benefícios de médio e longo prazo, com certeza”, comentou a analista.

Apesar da maior parte do faturamento desses negócios depender da ocupação dos espaços físicos e de uma proporção menor das vendas serem feitas pela internet (devido às características dos serviços prestados), os pequenos negócios do segmento de beleza também investiram fortemente na presença no mundo digital. O resultado é que o percentual de estabelecimentos que comercializam produtos e serviços pela internet passou de 48%, em maio de 2020, para 72%, em maio desse ano. Essa mudança foi essencial e contribuiu para que muito menos negócios fechassem as portas definitivamente, apesar dos 8% que não resistiram e de outros 15% que interromperam seu funcionamento temporariamente.

Andrezza complementa que além do preparo para um novo modelo de gestão, as empresas do segmento também serão beneficiadas por uma grande demanda reprimida que espera a imunização completa para voltar a frequentar esses espaços. A aposta é que essa “pausa forçada” que o público teve de fazer, deve gerar um novo fôlego para esses empreendedores. “Há uma longa caminhada pela frente e cerca de 50% do faturamento ainda precisa ser recuperado. Entretanto, acreditamos que com o aumento da vacinação e o retorno da normalidade da frequência dos espaços físicos, isso será normalizado”, pontua a especialista.

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