Nos últimos anos, startups brasileiras têm se destacado positivamente, inclusive alcançando o status de unicórnios com valor superior a US$ 1 bilhão. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), de 2015 até 2019 o número de startups no Brasil saltou de 4.151 para 12.727, um aumento de 207%.

De acordo com Fabricio Bloisi, presidente do iFood, uma das maiores foodtechs da América Latina – nos próximos cinco anos haverá muito mais mudanças no mundo do que aconteceram nos últimos dez. “Algumas das próximas grandes empresas do Brasil daqui a cinco anos, ainda não existem ou estão sendo criadas agora”, diz. O próprio iFood possui atualmente 15 ideias de novos negócios em fases de testes. “De cada 15 coisas novas, uma, duas ou três dão certo. Estamos testando até funcionar muito bem e, aí sim, aplicar”, diz.

Diariamente, Bloisi é abordado por alguém que diz ter uma ideia de US$ 1 bilhão e que, para colocá-la em prática, só precisa de investimento. No entanto, para o executivo,  um bom negócio não depende de uma invenção mirabolante, muito menos dinheiro. “Não acredito em ideias. Eu mesmo tenho dezenas delas, mas não significam que darão certo”, afirma.

“Enquanto essas organizações crescem em uma média de 5% ao ano, empresas de tecnologia como a nossa crescem mais de 100% em um segmento que vale bilhões de dólares”, aponta Bloisi. “Além disso, criamos muita transformação e valor para a sociedade”, completa.

Fundador da Movile, dona do iFood, PlayKids, Sympla, entre outras empresas, Bloisi sempre teve em mente o desejo de criar algo grandioso, que impactasse a vida das pessoas. O empresário pensa assim desde a criação da Movile, há 20 anos, quando a empresa cresceu vendendo serviços para operadoras de celular, como jogos, recursos via SMS e notícias.

A seguir, Fabricio Bloisi lista 4 dicas para startups começando:

  • Tenha um propósito incrível e que gere muito valor para sociedade: Pense grande. Aliás: enorme. E tenha um propósito de revolucionar o segmento em que atua, ao mesmo tempo que impacta positivamente a sociedade do ponto de vista do meio ambiente, da educação e da inclusão. As empresas de sucesso do futuro terão grandes contribuições para a sociedade, e serão julgadas por gerar muito mais que lucro. Comecem com isso em mente.

  • Cultura ambidestra: é preciso empoderar as pessoas para que elas pensem fora da caixa, tomem riscos e inovem. O mundo corporativo necessita de menos “chefes aprovando”. Por outro lado, o time precisa ter disciplina para colocar o trabalho em prática e atingir metas. “É imprescindível, nos dias de hoje, que líderes aceitem a incerteza e apostem na inovação dentro de suas empresas – ao mesmo tempo que mantenham a disciplina”.

  • Estude e pesquisa – muito e com os melhores do mundo: atualmente, é possível ter acesso aos ensinamentos das melhores mentes do mundo por meio da internet. As universidades mais renomadas do planeta disponibilizam cursos e palestras, muitos deles com custo acessível ou gratuitos. Na Internet é possível encontrar dezenas de referências, de empresas similares nos EUA ou China.

  • As melhores oportunidades estão no futuro: Dezenas de ovas tecnologias e mudanças vão criar oportunidades para empresas enormes, que vão mudar o mundo. Se você acha que as maiores transformações estão no passado, você não entendeu que as mudanças e oportunidades estão aumentando e acelerando. Algumas das áreas que vale a pena investir mais são energia limpa, sustentabilidade, saúde, fintechs, educação, biologia genética, inteligência artificial, comida, robótica, entre outras.

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