No encerramento do evento, o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick, convocou os participantes a abraçarem a causa da educação empreendedora

“Os empretecos são convocados a contribuir com a construção de uma grande nação empreendedora. Se cada uma das 288 mil pessoas que já passaram pelo programa nos últimos 28 anos abraçar essa causa, podemos levar a educação empreendedora aos 40 milhões de estudantes do país”. O chamamento foi feito pelo diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick, durante o último dia do encontro “Empretec Realiza”, voltado ao universo de pessoas que já participou do Empretec, metodologia criada pela ONU para o desenvolvimento do empreendedorismo em 40 países.

Bruno Quick anunciou que a meta do Sebrae é estabelecer um contato mais próximo e constante com esse público. “Estamos desenvolvendo uma plataforma onde os empretecos poderão trocar experiências permanentemente e queremos esse público cada vez mais perto e presente em todas as iniciativas do Sebrae”, comentou. O diretor ressaltou o papel que os participantes do programa desempenham em suas comunidades e empresas: “Vocês são agentes da mudança e o Sebrae se espelha em vocês. Nessa pandemia, nós trabalhamos muito para atender aos empreendedores brasileiros. Tivemos que criar soluções completamente novas para sanar as dores dos donos dos pequenos negócios. Nesse sentido, vocês são inspiração para o nosso trabalho”, ressaltou Quick.

Experiência vivida

No segundo dia do evento, o público de cerca de 9 mil pessoas que acompanhou as apresentações de modo online, teve a oportunidade de assistir aos depoimentos de vários empreendedores que viveram a experiência do Empretec.

Foi o caso da estudante e empreendedora Talita Amélia, que com apenas 16 anos já montou e administra o próprio negócio, o “É nóis Canastra”, que funciona como empório, restaurante e sorveteria, especializado em comidas típicas da Região da Canastra (MG). Talita comenta que o desejo de empreender começou ainda na 4ª série do ensino fundamental, quando ela teve a chance de participar de um programa de educação empreendedora desenvolvido pelo Sebrae junto à rede de ensino da cidade. “Eu vi que podia ser dona da minha própria história. Comprei 9 peças de Queijo Canastra e água de coco e fui vender na beira da estrada”, comenta a estudante. Depois disso, ela não parou mais. Aos 15 anos, Talita participou do Empretec que lhe abriu novas possibilidades. A estudante revelou o projeto pessoal de tornar-se uma palestrante e levar a experiência do empreendedorismo a outros jovens brasileiros.

O empresário Eliézer Pimentel fez um resumo da sua extensa trajetória como empreendedor, que já o levou a outros países da América Latina, Estados Unidos e Europa. Ele comenta que começou a vida como vendedor de verdura, office boy e funcionário em empresas de calçados e software em Franca, interior de São Paulo.  Foi quando ele começou a refletir: “Se eu posso contribuir com o sucesso de outras empresas, por que não posso fazer isso por mim mesmo?”. Eliézer resolveu, então, abrir a própria empresa de software, voltada ao desenvolvimento de programas para maquininhas de cartão. 

Em 2007, o empresário conheceu o Empretec. “Um mundo de possibilidades se abriu pra mim a partir do momento em que eu comecei a usar os comportamentos do empreendedor”, relembra. Apenas cinco anos após a abertura da empresa, Eliézer fechou um grande contrato no Chile, conquistando um mercado importante para a empresa. Atento às mudanças e oportunidades, o empresário diversificou os negócios e – em 2011 – começou a atender também operadoras de planos de saúde. Nos últimos 10 anos, Eliézer não parou de inovar e descobrir novos mercados. Nesse período, ele abriu um escritório em São Paulo, descobriu o mundo das fintechs, entrou no mercado norte-americano, desenvolveu um sistema de biometria facial e expandiu os negócios de meios de pagamento para Portugal. “O Empretec me deu uma outra visão de mundo. Hoje a gente sabe que o Brasil, em termos de tecnologias de pagamento, está muito à frente de outros países”, avalia Eliézer.

Superação na pandemia

Magda Oliveira é dona do Galangal, restaurante asiático localizado em Canela (RS). Ela faz coro com outros participantes do programa ao afirmar que o Empretec foi um divisor de águas em sua carreira. Ela viveu essa experiência em 2011 e, depois disso, resolveu mudar completamente o jeito de empreender e administrar o restaurante do qual já era sócia e viria a tornar-se única proprietária. Magda relembra que, em apenas um ano, o faturamento do restaurante duplicou.

Em 2018, a empresária resolveu ampliar a empresa e levar o restaurante para Porto Alegre. No ano seguinte, ela inovou mais uma vez e criou um novo modelo de negócio, voltado para a comida de rua, servida em pratos comestíveis e com o mínimo de resíduo possível.

Em 2020, com a chegada da pandemia, ela sentiu o impacto da crise e resolveu voltar todas as atenções ao fortalecimento do restaurante mais antigo, em Canela. “Eu precisei avaliar todos os custos e rever o modelo de funcionamento. Criamos produtos novos que não estavam disponíveis no delivery e com isso as vendas online cresceram e foram capazes de sustentar o negócio”, comemora.

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