Para ele, é preciso reconhecer e impulsionar todos os ativos que são produzidos no local, de maneira respeitosa e sustentável

O chef de cozinha reconhecido mundialmente, Alex Atala, esteve na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE), nesta quinta-feira (2), para prestigiar evento realizado pelo Sebrae, em parceria com a Associação dos Sebrae Estaduais (Abase) e a Comissão: a Mostra de Artesanato da Região Norte, que teve como objetivo apresentar os principais ativos dos sete estados brasileiros que compõem a região, focados no trabalho dos micro e pequenos negócios da gastronomia, do turismo e do artesanato.

Atala defendeu a valorização dos produtos da região Amazônica e o desenvolvimento sustentável da região como vetor de incentivo ao turismo e à inovação. “O mundo inteiro conhece o nome Amazônia, mas poucos conhecem o sabor. Infelizmente, há mais brasileiros que conhecem Miami do que Manaus, por exemplo. Temos que prestigiar nossas riquezas de maneira respeitosa, valorizando toda a arte e criatividade que temos na região. Não existe gastronomia sem bons ingredientes e não existe bom ingrediente sem valor, sem respeito com o meio ambiente, sem respeito entre o indivíduo que vai preparar e outro que irá degustar”, declarou.

Segundo o chef brasileiro, é preciso investir nos micro e pequenos negócios que são os maiores produtores de mercadorias que movimentam o turismo e a gastronomia na região Norte. “O agronegócio é uma grande potência do nosso país, isso é incontestável, mas temos que criar formas de valorizar, de reconhecer os pequenos produtores. Ter uma rede de valorização da qualidade dessa cadeia produtiva é muito importante”, observou.

Para a presidente da Comissão, senadora Katia Abreu, levar os produtos e serviços da região Norte para o mundo é uma forma de combater as desigualdades sociais. A parlamentar argumentou que o Brasil é um país extremamente rico, quando se trata de criatividade e pontos turísticos. “Um dos exemplos mais evidentes dessas potencialidades pouco exploradas é o turismo ecológico, bem como o artesanato e os produtos indígenas. São forças de atração turística ainda pouco exploradas por nós. Promover a internacionalização desses ativos terá como consequência a redução de problemas sociais, além da promoção do desenvolvimento humano e econômico”, afirmou.

O diretor técnico do Sebrae, Eduardo Diogo, reforçou que toda a região Norte precisa de mais atenção da iniciativa pública e privada para experimentar níveis de crescimento nos mais diversos nichos de mercado. “Em um evento como esse, nós podemos ver a potência que temos quando falamos de Amazônia, de toda a região Norte. É de uma riqueza, uma pluralidade de características e possibilidades que precisam ter mais investimentos. O Sebrae atua através de suas regionais para atender cada micro ou pequeno negócio, respeitando suas características e diferenciais. Capacitando, investindo, melhorando os ambientes de negócio”, comentou.

O diretor técnico do Sebrae de Alagoas, Vinicius Laje, agradeceu a iniciativa do evento e considerou fundamental ter uma agenda parlamentar voltada para o incentivo dos micro e pequenos negócios regionais. “O turismo e a gastronomia farão parte da cura para um momento tão difícil que nós vivemos com a pandemia. Por isso, eu fico muito feliz de ver o parlamento engajado com essas pautas. Essa aqui é uma agenda que busca superar desigualdades, fomentar a economia e avançar para dias melhores”, finalizou.

O ciclo de eventos pela internacionalização da gastronomia e do turismo como indutores do desenvolvimento regional reuniu diversas autoridades e parlamentares em amostras de artesanato, culinária e sessões de debate sobre políticas públicas que podem melhorar a produção na região Norte e incluir os micro e pequenos negócios nas rotas de exportação. A iniciativa contou com a presença de diversos embaixadores, representantes do ministério do Turismo, da Economia, entre outras pastas.

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