Empreender no mundo das startups implica em passar por etapas e marcos decisivos. Dentre estes, os eventos de liquidez se destacam como um ponto de inflexão para fundadores e investidores.

É o ponto de virada onde os esforços e o valor gerado se convertem em retorno financeiro tangível – sim, estamos falando de dinheiro vivo.

Contrariando a crença comum, eventos de liquidez não são exclusivos de gigantes corporativos. Na realidade, eles desempenham um papel fundamental no ciclo de vida de qualquer startup, independentemente do tamanho.

O que é um evento de liquidez para startups?

Um evento de liquidez é basicamente o processo de converter participações em uma startup – ativos ilíquidos, como mútuos, títulos conversíveis, opções de compra, e ações de empresas privadas – em dinheiro ou ações negociáveis no mercado aberto.

Em essência, é a hora em que todos envolvidos colhem os frutos financeiros de seu investimento e trabalho duro.

Para investidores anjos, VC’s, aceleradoras, venture builders e empresas de private equity, tais eventos são vitais para materializar o retorno sobre os investimentos realizados em startups em estágio inicial.

Para os fundadores e colaboradores chave, que muitas vezes recebem ações via vesting ou opções, os eventos de liquidez também representam uma oportunidade de ganho financeiro significativo.

Os tipos mais comuns de eventos de liquidez para startups

  1. Oferta Pública Inicial (IPO): sonho de muitos empreendedores, o IPO é um marco que permite levantar capital substancial e oferecer uma saída financeira para os investidores existentes. Apesar de sua importância, é interessante notar que no Brasil, o IPO não tem sido uma opção tão popular, dada a trajetória de algumas empresas que seguiram esse caminho.
  2. Outras formas de abrir capital: além do IPO, empresas podem optar por uma listagem direta, um processo mais econômico e democrático, sem a necessidade de contratar um banco para a avaliação e venda de ações. Apesar de suas vantagens, a listagem direta também apresenta desafios, como a falta de suporte institucional e a exposição à volatilidade do mercado de ações.
  3. Aquisição e M&A: quando uma startup é adquirida, é uma oportunidade para investidores e fundadores capitalizarem anos de esforço. Neste tipo de evento, os envolvidos podem receber uma compensação significativa, seja em dinheiro ou em ações da empresa adquirente.
  4. Transações de Mercado Secundário: estas ofertas permitem que investidores vendam suas participações em startups, realizando negócios privados para a cessão de títulos de participação.
  5. Falência/Insolvência: nem todos os eventos de liquidez são positivos. A falência ou insolvência de uma empresa pode levar a um evento de liquidez forçado, onde os acionistas, especialmente fundadores e funcionários, podem acabar sem nada, com investidores externos recebendo prioridade em pagamentos.

Estes eventos normalmente acontecem quando uma startup atinge a maturidade e prova seu valor de mercado. O timing exato varia, influenciado por fatores como saúde financeira da empresa, condições de mercado, objetivos estratégicos e alinhamento entre as partes interessadas.

Startups são empresas que buscam eventos de liquidez

Para fundadores, entender a dinâmica e as implicações de eventos de liquidez é crucial para maximizar o retorno do investimento e impulsionar o crescimento da startup. Startups são, em sua essência, ativos financeiros, e como tais, devem ser gerenciadas com uma visão voltada para possíveis eventos de liquidez.

Alinhar expectativas entre fundadores e investidores, planejar adequadamente e estar preparado para essa transição financeira são passos fundamentais. Além disso, ter o suporte de conselheiros jurídicos e financeiros experientes é crucial para a execução bem-sucedida de um evento de liquidez.


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