O objetivo do encontro, que teve as presenças do presidente do Sebrae, Carlos Melles, e do secretário do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, foi debater desafios e oportunidades para as MPEs
O financiamento das micro e pequenas empresas como instrumento para aumentar a produtividade da economia, foi o principal tema do seminário realizado nesta quarta-feira (20) pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). O encontro, que teve as presenças do presidente do Sebrae, Carlos Melles, e do secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec), Carlos Da Costa, teve como objetivo discutir os desafios e oportunidades que possam impulsionar o crescimento econômico de estados e municípios por meio dos pequenos negócios. Na terça-feira (19), prefeitos e governadores participaram de um workshop sobre projetos financiados pelo banco.
“A produtividade é uma questão que não sai de minha cabeça nunca”, afirmou Carlos Melles, ressaltando que o tema é um dos focos da instituição para os próximos anos. Segundo ele, o Sebrae vem trabalhando alinhado com a Sepec, principalmente pelo fato de estar presente em todos os municípios brasileiros. “O Sebrae tem a confiança da população por sua capilaridade”, ressaltou Melles, observando que é necessário aprimorar o ambiente de negócios, identificando os pontos mais fracos e os mais fortes.
Segundo o secretário do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, os pequenos negócios possuem uma grande relevância para o país. “Cerca de 90% dos empregos criados este ano foram nas micro e pequenas empresas”, afirmou o secretário, ressaltando que ainda é necessário corrigir algumas imperfeições, como a falta de qualificação gerencial e a falta de crédito. “A nossa agenda para as MPE é melhorar o ambiente de negócios”, disse Carlos Da Costa, enfatizando que o Sebrae é uma ferramenta para que isso seja concretizado.
Para o vice-presidente do Setor Privado do CAF, Jorge Arbache, é necessário aumentar a produtividade das MPE, pois elas serão um caminho para a construção de um ambiente sustentável. Porém, ele ressaltou que necessário mudar o foco. “O ponto crucial das micro e pequenas empresas é a produtividade, que ainda é baixa, pois elas estão voltadas para o consumo”, disse Arbache. No seminário, o representante do Banco de Desenvolvimento da América Latina no Brasil, Jaime Holguin, explicou que a instituição pode oferecer parceria ao governo federal, a estados e municípios, além de conhecimento sobre alguns temas, como os pequenos negócios.
Nesta quarta-feira, o primeiro debate realizado no seminário foi “Em busca do tempo perdido: as MPE como motor de crescimento da produtividade e da inovação”. O painel contou com representantes do Banco do Nordeste, da Subsecretaria de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Economia; do Sebrae; do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital. Em seguida aconteceu o debate sobre as “as novas tecnologias e produtos financeiros para apoiar as MPE”, que contou com a participação de Jorge Arbache e de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Santander, do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
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