A BackChannel anunciou a captação de R$ 25 milhões em uma rodada seed para expandir seu marketplace B2B voltado à venda de estoques excedentes. O investimento foi liderado pela Sunna Ventures, com participação de Positive Ventures, Cathay Latam, Preface Ventures, Norte Ventures, Accion Ventures, Savia Ventures, Ignia VC e Morro Ventures.

Segundo a empresa, os recursos serão destinados à expansão comercial da plataforma, ao desenvolvimento tecnológico e à ampliação da sua frente financeira. Entre os planos está o lançamento de uma funcionalidade de crédito, com prazos de pagamento de 30 e 60 dias para lojistas e outlets.

Investimentos da BackChannel

A rodada sucede um aporte pré-seed de R$ 17 milhões realizado em outubro de 2024. De acordo com a companhia, a captação anterior foi direcionada ao desenvolvimento da tecnologia e aos primeiros movimentos de expansão.

A BackChannel conecta grandes marcas e distribuidores a lojistas em todo o país, com foco na comercialização estruturada de estoques excedentes. A plataforma utiliza inteligência artificial para precificação, negociação e recomendação de produtos.

“Nossa missão na BackChannel é transformar um passivo, muitas vezes invisível, em receita previsível. Não se trata apenas de vender estoque, mas de estruturar a liquidez com controle, margem e velocidade”, afirma Guillermo Freire, CEO da empresa.

A companhia encerrou 2025 com GMV anualizado de R$ 25 milhões, mais de 300 mil itens transacionados e uma base superior a mil compradores ativos. A meta para 2026 é alcançar R$ 150 milhões em GMV anualizado.

De acordo com a empresa, mais de 100 vendedores já utilizam a plataforma no setor de moda. A expectativa é que mais de 50% das transações sejam realizadas sem intervenção humana direta ao longo de 2026.

Para os investidores, o modelo busca atender a um mercado fragmentado. “A BackChannel está construindo uma proposta de valor em um mercado grande, fragmentado e historicamente ineficiente. A empresa ajuda marcas a monetizar estoques excedentes com mais eficiência e amplia o acesso de lojistas a produtos de grandes marcas”, diz Luisa Sucre, da Sunna Ventures.

A Accion Ventures também destacou o acesso a capital e produtos para pequenos varejistas. “Milhares de pequenos e médios comerciantes no Brasil enfrentam dificuldades para acessar produtos de grandes marcas a preços competitivos. Acreditamos que a BackChannel proporciona uma ponte entre oferta e demanda”, afirma Amee Parbhoo, managing partner da gestora.

A empresa afirma que o modelo contribui para ampliar o ciclo de vida de produtos e reduzir descarte. Dados citados no anúncio indicam que o Brasil gera cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis por ano, com parte sendo destinada a aterros.

Fundada por Guillermo Freire e Guillermo Arslanian, a BackChannel surge a partir da experiência dos empreendedores em operações de recomercialização e logística na América Latina. Antes do novo negócio, ambos participaram da criação da Trocafone, plataforma de compra e venda de eletrônicos seminovos.


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