
A startup brasileira Exa Energia foi selecionada em setembro de 2026 pela Alliance, aceleradora e comunidade global de fundadores de empresas de cripto e fintech. Com o ingresso no programa, a empresa brasileira receberá financiamento de US$ 400 mil, além de suporte para o desenvolvimento de negócios e acesso a uma rede internacional de investidores, segundo informações divulgadas pela organização.
A Exa desenvolve na rede Solana uma plataforma voltada para aproximar geradores de energia distribuída de consumidores, atuando em um mercado brasileiro estimado em US$ 200 bilhões. De acordo com a empresa, o objetivo é solucionar uma ineficiência do setor caracterizada pela dificuldade de geradores em encontrar demanda e pelos custos elevados enfrentados por consumidores. A proposta baseia-se na agregação da oferta de geração solar e na simplificação da conexão entre as partes, operando por meio do modelo de geração compartilhada previsto no marco legal brasileiro da micro e minigeração distribuída, o que dispensa o consumidor de instalar painéis solares.
“Estamos falando de um mercado de US$ 200 bilhões que ainda opera com processos que podem ser muito mais eficientes. O Brasil tem enorme capacidade de geração de energia renovável, mas existe uma distância entre quem produz e quem precisa consumir essa energia. Criamos a Exa para reduzir essa distância com tecnologia. Ser selecionado pela Alliance mostra que um problema que começamos a resolver no Brasil tem relevância e potencial de escala global”, afirmou a empresa em nota à imprensa.
A receita da startup provém de taxas cobradas dos geradores pelos serviços de conexão e gestão, sem atuar como comercializadora de energia ou intermediária financeira. A infraestrutura tecnológica foi construída na Solana para garantir eficiência e escalabilidade na entrada de novos usuários na plataforma.
Além do aporte inicial de US$ 400 mil, a participação na Alliance visa apoiar a startup na busca por product-market fit e na preparação para futuras captações de recursos. Conforme dados da organização, as empresas que concluem o programa costumam levantar em média US$ 3,5 milhões e alcançar uma valorização de mercado de US$ 25 milhões.
A empresa informou que a seleção “representa um passo estratégico para consolidar seu modelo no Brasil e preparar o terreno para uma futura expansão internacional”.
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