A House Hunter, startup criada pelo empreendedor Theo Girolamo, estreia no mercado imobiliário com o objetivo de intermediar R$ 37,5 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em seu primeiro ano de operação. Com lançamento em setembro de 2026, a empresa concentra sua atuação inicial em Santa Catarina, abrangendo polos de alta valorização como Balneário Camboriú, Itapema, Florianópolis e Itajaí, com foco em imóveis de médio e alto padrão.

Segundo a empresa, o negócio foi idealizado a partir da percepção de uma assimetria nas transações imobiliárias tradicionais, em que vendedores contam com profissionais dedicados enquanto compradores costumam negociar sozinhos. O modelo de atuação é inspirado no conceito norte-americano de buyer’s agent, formato que movimenta cerca de US$ 100 bilhões anualmente nos Estados Unidos.

Conforme o comunicado da organização, a consultoria atua sem carteira ou estoque próprio de imóveis, focando na busca ativa com base nas exigências do cliente, além de realizar análises jurídicas (due diligence) prévias e conduzir negociações em sigilo. “A compra de um imóvel sempre teve um desequilíbrio: quem vende normalmente tem alguém representando seus interesses, mas quem compra muitas vezes precisa tomar uma decisão de alto valor sem uma análise independente. A nossa proposta é colocar o comprador no centro do processo”, aponta Theo, que tem apenas 21 anos.

Para os próximos passos, a startup planeja expandir gradualmente sua atuação para capitais e grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, além de estruturar o atendimento a compradores estrangeiros interessados no mercado brasileiro. De acordo com o executivo, o principal desafio é consolidar uma nova lógica em um setor tradicional: “O mercado imobiliário sempre foi organizado a partir de quem vende. Estamos trazendo uma lógica diferente, em que o comprador também tem um especialista olhando exclusivamente para seus interesses”.

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