Lounge da instituição recebeu empreendedores para falar sobre tendências, o uso da tecnologia, mudança na forma de consumir e comunicação

Nesta 47ª edição do São Paulo Fashion Week, o Sebrae concretiza mais uma vez o lounge dedicado aos pequenos negócios dentro da maior semana de moda da América Latina. Com uma ampla programação, com nomes de peso do setor, nesta quarta-feira (24), o espaço recebeu curso, pitches e palestras sobre o futuro do segmento de moda e fashion business. As empresas que participam do Programa de Imersão Fashion Startups apresentaram seus negócios, trajetórias e estratégias durante cinco minutos.

A Baghome (Piauí) mostrou portal que consiste em uma vitrine, com serviço de consultoras de estilo, enviando peças a para casa das clientes; Black Purpurin (Santa Catarina) utiliza tecnologia 3D para produzir bolsas; Eurekalab (Rio Grande do Sul) é uma plataforma de inovação aberta que, por meio do crowdsourcing, conecta marcas a uma comunidade de criativos; Nasi (Pernambuco) utiliza a tecnologia de localização indoor para promover a publicidade das empresas em aplicativos de celular, sites e plataformas; e Tesourinhas (Brasília), espaço que promove cursos de modelagem, corte, costura, artesanato e fortalece o mercado de moda da capital federal.

Camila Achutti, CEO da Mastertech FashionTech, compôs a programação do dia e teve a missão de desmistificar perspectivas e conscientizar as pessoas de forma democrática e inclusiva sobre como a tecnologia e a moda bebem das mesmas fontes. “O mundo da moda sempre foi muito ágil e a troca com a tecnologia é enriquecedora. Precisamos criar um movimento que não mede força entre esses dois pontos. Olhamos para a cadeia produtiva para analisar quais tecnologias podem ser incluídas nesse processo e criar inovações”, disse Camila.

Em seguida, na palestra “Fashion Revolution – Faça parte da revolução”, Fernanda Simon, diretora executiva e fundadora do Instituto Fashion Revolution Brasil, abordou o poder de mudanças nos consumidores e profissionais do setor. O movimento #FashionRevolution foi idealizado a partir de um desastre em Bangladesh, quando um prédio que abrigava confecções para marcas famosas desabou e matou mais de 1.000 trabalhadores, além de deixar mais de 1.500 feridos, sendo a maior parte mulher. Com a tragédia, surgiu o movimento para questionar a cadeia têxtil, incluindo o trabalho escravo. Outra questão do #FashionRevolution é o impacto ambiental provocado pela produção das roupas. Sabe-se hoje que 20% da contaminação das águas acontece pelo tingimento têxtil, e que só o Brasil produz 179 mil toneladas de resíduos têxteis anualmente. “A indústria da moda é uma das que mais polui – desde a extração da matéria-prima até o pós-uso. Muitas das nossas roupas são compradas por impulso e são descartadas de forma incorreta”, preocupa-se Fernanda. A semana do #FashionRevolution, celebrada no mundo todo, já trouxe bons resultados no Brasil: mais de 50 cidades aderiram ao movimento que tem como mote “Quem fez minha roupa?”.

Comunicação na Moda

O estilista Jefferson de Assis também bateu um papo com os empreendedores e analisou o tema de duas coleções vistas SPFWN47. Para fechar o dia, a palestra “Comunicação de Moda na Nova Era” foi ministrada por Gisele Najar, profissional de comunicação com mais de 20 anos de atuação no segmento de moda e lifestyle e sócia da Bond Projetos Especiais, agência de marketing de conteúdo e influência. Ela comentou como as marcas vêm se remodelando para criar uma comunicação eficaz com um público cada vez mais conectado e exigente e despertar o olhar para a inovação e novas oportunidades de se conectar, de forma assertiva, com seus consumidores. “Os paradigmas da comunicação e os hábitos dos comunicadores compõe os pontos de mudança. Como criar uma comunicação eficiente ao público conectado e exigente?”, indagou Gisele. Para a profissional, a internet mudou tudo em relação a comunicação na moda, já que promoveu maior democratização. “Em 2005, surgiram os primeiros blogues e, em 2011, o Instagram virou o multiplicador oficial dos looks dos dias”. Segundo ela, isso gerou uma mudança no consumidor de moda, que passou de uma pessoa que era passiva, para um ativa.

O lounge do Sebrae segue com diversas atividades até sexta-feira. Nesta quinta-feira (25), o espaço receberá pitches de startups de moda. Em seguida, a Usefashion vai falar sobre os desfiles do dia, tendências das últimas grandes semanas de moda, o que poderá ser visto nas ruas do Brasil e o que deve estar na previsão do compras do empresário.

Assessoria de Imprensa Sebrae
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