Em 2017, o empreendedor Tiago Neves pediu demissão da VTex, onde trabalhava como desenvolvedor de softwares, para criar uma startup. O propósito? Desenvolver o ser humano de forma integral. Com o objetivo de aprimorar as habilidades socioemocionais dos estudantes, nasceu a Voa Educação.

Para desenvolver o projeto, Tiago convidou os amigos Pedro Jardim, ex-colega de faculdade, Henrique Souza, para cuidar da área de vendas, e o designer Marcelo Alt, do Instituto Europeu de Design, onde a empresa começou a funcionar.

A empresa foi uma das selecionadas pela MSW Capital, gestora do Fundo BR Startups. Após um rigoroso  processo de seleção, a startup foi escolhida para compor o fundo e receber investimento de até  R$ 800 mil.

Até agora, este foi o único valor levantado pela startup, que até então, saiu do papel apenas com investimento de Tiago e da disponibilidade do tempo e do trabalho da equipe envolvida. Em janeiro, mesma época em que recebeu o investimento do Fundo BR Startups, a empresa foi incubada no Instituto Gênesis, da PUC.

O produto da startup é um aplicativo baseado em Inteligência Artificial que funciona como um assistente virtual para professores e equipe pedagógica. “Entre seus inúmeros recursos, o macaquinho Zeca é um chatbot no qual o educador relata informações sobre o dia a dia de cada aluno e de sua turma, como, por exemplo, se uma criança apresentou um comportamento agressivo, se foi solidária com um amigo ou se mostrou criatividade na resolução de um problema”, diz Tiago. O Zeca vai aprendendo junto com o professor a reconhecer as competências do aluno para apoiar o time pedagógico no desenvolvimento dessas habilidades.

Os dados coletados são organizados em um painel que mostra, em gráficos, o desenvolvimento dos alunos nas dez habilidades humanas elencadas pela nova BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e gera um boletim socioemocional. A partir da visualização destas estatísticas, o professor pode montar planos de ações individualizados, que serão acompanhados pela família e educadores. A plataforma automaticamente busca formas de engajar os participantes na execução do planejamento.

A plataforma elenca 48 habilidades para mensurar o desenvolvimento dos alunos. Entre elas, estão criatividade, empatia, persistência e diversas habilidades importantes para o sucesso na vida, organizadas em 4 grandes pilares: Comunicação, Colaboração, Autorregulação e Pensamento crítico.

A ferramenta é utilizada para a educação de alunos desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. “Ela já está funcionando nas melhores escolas do Rio de Janeiro, como, Liessin, Escola Americana e Mopi e muitas outras escolas de excelência”, explica o fundador.

Para monetizar, a empresa cobra uma mensalidade de cada escola, ao custo de R$5 mensais por aluno. “Implantar o sistema leva 15 dias e não exige investimento em infraestrutura — basta que os professores baixem o aplicativo em seus celulares”, diz.

Atualmente, compõem a equipe da empresa 14 apaixonados por educação, entre gestores, psicólogos, pedagogos, designers e desenvolvedores de software.

Para Tiago, o mercado para as edtechs hoje no Brasil tem um potencial gigante. “No Brasil, já são mais de 350 startups voltadas para a área de educação, com potencial de crescimento de 20% ao ano, de acordo com dados da Associação Brasileira de Startups”, afirma.

“Entretanto, os desafios de engajamento e permanência nas escolas cria uma alta taxa de mortalidade de startups no setor. O VOA acerta em resolver o problema do engajamento. A ferramenta é tão prática que os professores usam cada vez mais. É uma questão que todas as startups de educação precisam endereçar: Engajamento”, completa o fundador.

Por isso, a MSW CAPITAL decidiu que, entre as empresas investidas em 2019, pelo menos uma iniciativa na área de edtech seria escolhida. Foram mais de 200 inscrições, dentre as quais, o VOA educação foi selecionado.

Até o fim do ano, a meta da startup é estar presente em 20 escolas. “Há negociações em outras cidades do País e até uma proposta em Londres. Porém, o foco está em causar impacto no ensino básico brasileiro”, finaliza Tiago.


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