Municípios localizados na Floresta dos Guarás (MA) estão recebendo apoio do Sebrae para desenvolvimento da cadeia do turismo local

O estado do Maranhão transpira inspiração e originalidade. Suas paisagens, riquezas naturais, históricas e culturais alimentam criativamente artistas locais e influenciam a produção artesanal, uma importante expressão da nossa identidade e diversidade cultural.

Segundo dados do IBGE, o artesanato brasileiro vem se fortalecendo ao longo dos últimos 20 anos, com a ascensão da economia criativa. Como segmento de mercado, o artesanato já movimenta hoje R$ 50 bilhões por ano apenas no Brasil, e é responsável pela renda de aproximadamente 10 milhões de pessoas.

Além de se apresentar como uma atividade econômica expressiva, o segmento vem gerando inúmeras ocupações. De acordo com dados do sistema Data Sebrae, 3 em cada 5 artesãos têm o artesanato como principal fonte de renda, mas apenas 40% deles possuem CNPJ, o que torna a formalização um dos grandes desafios para o setor.

A artesã Dulce Seguins, que mora na cidade histórica de Guimarães, localizada no Litoral Ocidental maranhense, é um exemplo de como o atersanto tem se tornado uma alternativa para geração de trabalho e renda: decidiu abandonar a carreira de enfermeira para viver exclusivamente do artesanto. Profissional experiente, já atua como empresária criativa há mais de 20 anos e acredita que o crescimento da atividade artesanal na região está relacionado também ao incremento na atividade turística. “Sentimos a valorização do nosso trabalho pelos turistas que visitam a região e que tem procurado as nossas peças para comprar. Guimarães e os municípios da região estão dando sinais de que o turismo vai de fato acontecer e isso é muito bom pra gente que vive de artesanato. Essa iniciativa do Sebrae de apoiar o turismo valoriza e ajuda todos nós, que temos negócios de alguma forma ligados ao florescimento do turismo. Ganha desde o dono de pousada, restaurante até nós, artesãos” frisou Dulce.

O trabalho da artesã é transformar elementos naturais como escamas de peixe, conchas e perolas em belíssimos artigos de decoração. Essa é uma outra tendência entre os artesãos, confirmada por levantamento do Sebrae, que identificou que as matérias-primas de origem natural são as mais utilizadas, especialmente tecidos (43%), madeira (21%) e fios (11%).

PROJETO
Olhar a cadeia produtiva do artesanato é enxergar que ela está fortemente entrelaçada com a do turismo, contendo também diversos negócios relacionados com a cultura, o entretenimento e o lazer. E é essa simbiose que o Sebrae no Maranhão busca fortalecer com a execução do projeto Turismo na Floresta dos Guarás. Um plano de trabalho focado nos artesãos do Litoral Ocidental Maranhense e da floresta dos guarás foi apresentado recentemente para os profissionais da região. Com início definido para ao mês de agosto o plano contemplará, nesta primeira etapa, cerca de 100 artesãos dos municípios de Cururupu, Guimarães e Bequimão.

“O Sebrae tem um olhar muito atencioso para a região do Litoral Ocidental maranhense, acreditamos que aquela região poderá ser próxima fronteira do turismo no nosso estado e por isso estamos trabalhando para contribuir com a estruturação do destino, como já vem sendo feito em outras regiões do Maranhão. O turismo é um negócio rentável e transformador de vidas e essa é a nossa aposta para a região. Acreditamos que o turismo mudar a realidade de vários empreendedores locais”, observou o Diretor Superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal.

TIPOLOGIAS
Os trabalhos serão dedicados a cinco tipologias específicas do artesanato da região: em Cururupu, o Sebrae Maranhão trabalhará a produção de miniaturas de personagens do Bumba-Meu-Boi e a elaboração de artefatos utilizando a fibra do guarimã (uma planta nativa de regiões alagadas do Maranhão); em Guimarães, as consultorias e oficinas serão voltadas para a arte dos bordados de Bumba-Meu-Boi e peças de crochê, uma tradição na região; em Bequimão, a atenção será voltada para as tecelãs da comunidade de Centro dos Câmaras e seu talento histórico na produção de redes de dormir em tear de parede.

Além das ações voltadas especificamente para o aperfeiçoamento, melhoria da qualidade e criação de novos produtos, outras iniciativas de apoio à comercialização, finanças, gestão e abertura de mercado também serão realizadas. A fase inicial de execução do plano de trabalho, que consiste em sensibilizar o público alvo e formar o grupo de artesãos, já foi finalizada.

Em agosto, serão iniciadas as próximas duas etapas do plano de trabalho, que serão as oficinas e consultorias de criatividade e as oficinas de gestão para empreendimentos artesanais. Os resultados deste acompanhamento serão apresentados em uma feira com produtos da região que deve acontecer ainda este ano e para 2020 a ideia é que as peças se transformem um catálogo com produtos do litoral.

Assessoria de Imprensa Sebrae
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