As Incubadoras e Aceleradoras desempenham um papel importante no mundo da tecnologia. É possível aprender com diversos especialistas, receber orientação e se conectar com uma rede poderosa de contatos. Elas também fornecem recursos que reduzem o custo inicial de uma empresa, além de fornecer o capital inicial que uma equipe precisa para tirar sua ideia do papel ou atingir seus objetivos iniciais.

Geralmente as aceleradoras trabalham com startups que já estão em processo de crescimento ou validação de acordo com a jornada do empreendedor, e as incubadoras ajudam empreendedores em um estágio mais inicial de ideação até o começo da validação.

Um mapeamento divulgado essa semana, durante o Innovation Summit, aponta que o Brasil conta com 363 incubadoras e 57 aceleradoras. O estudo foi feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Anprotec, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

No vídeo abaixo, José Alberto Sampaio Aranha, Presidente da Anprotec, fala mais detalhes sobre o mapeamento.



A coleta de dados foi realizada entre Setembro de 2018 e Março de 2019. Responderam à pesquisa 121 incubadoras,29 aceleradoras, e foram entrevistados em profundidade 12 incubadoras e 3 aceleradoras. Veja abaixo alguns insights do estudo.

Incubadoras

A Nacional Business Incubation Association (NBIA) apresenta as incubadoras de empresas como agentes facilitadores do crescimento e da sobrevivência de empresas emergentes em sua fase inicial, ajudando-as no período em que se encontram mais vulneráveis. São iniciativas conjuntas e planejadas entre instituições governamentais, instituições de ensino e pesquisa e do meio empresarial, que visam facilitar a criação de empresas voltadas para o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços.

Das 121 incubadoras, a maioria está localizada nas regiões sul e sudeste do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A grande maioria também está relacionada com as universidades.

Com relação às principais áreas de atuação das empresas incubadas temos Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Agronegócio e Saúde/Ciências da Vida. Mais da metade das incubadoras possui estratégia para apoiar negócios de impacto, sendo que alguns mecanismos são específicos para incubação desse tipo de negócio. Com relação ao número de empresas incubadas dentre as incubadoras respondentes, o somatório foi de 1.231 empresas que tiveram um faturamento acumulado de R$245 milhões.

Estima-se que, em 2017, as 3.694 empresas incubadas no Brasil foram responsáveis pela geração de 14.457 postos de trabalho e faturaram R$551 milhões. Estima-se também que as 6.143 empresas graduadas geraram 55.942 postos de trabalho e faturaram mais de R$18 bilhões.

Outro fator a ser destacado é a presença de novos atores como mantenedores, como é o caso da incubadora Supera, que faz parte do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto, o Supera Parque. O Parque é parte de um convênio entre a Universidade de São Paulo, a Prefeitura e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.

Aceleradoras

Vinte e nove aceleradoras responderam a pesquisa, a maior parte delas nos estados de São Paulo e Paraná, ambos com sete e quatro aceleradoras, respectivamente. Ainda se destacam os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, com três aceleradoras cada, e o estado da Bahia, com duas aceleradoras.

Com relação aos principais setores de atuação, a maioria das aceleradoras, por meio das suas startups, atua no setor de agronegócio, educação, eletroeletrônico, saúde e ciências da vida, financeiro e varejo.

Os programas de aceleração são feitos por ciclos com uma duração média de 8,5 meses. Durante esse tempo, as aceleradoras oferecem, por exemplo, mentoria e desenvolvimento de negócios e a maioria tende a ter mais de um ciclo por ano. Em 2017 foram aceleradas 336 startups nas 29 aceleradoras estudadas, uma média de 12 startups por aceleradora.

Vinte e uma aceleradoras realizaram investimentos nas suas startups e o valor médio aplicado por startup está entre R$100 mil a R$200 mil e R$50 mil a R$100 mil. O valor médio de investimento nas startups pode ser utilizado como um indicador para mensurar a maturidade do mercado de capital semente e do capital de risco.

Sobre os postos de trabalho gerados nas startups aceleradas, identificou-se 2.383 postos de trabalhos diretos nas startups. Projetando-se esse número para a população identificada das aceleradoras, estima-se um total de 4.128 empregos diretos nas startups apoiadas.

A pesquisa abordou também os laboratórios abertos, para os quais foi desenvolvida uma tipologia. Paulo Alvim, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, fala mais detalhes sobre o estudo.



O Innovation Summit Brasil é realizado pela Rede Nacional de Associações de Inovação e Investimentos (RNAII), em Florianópolis e acontece até dia 14. Trata-se de uma iniciativa de colaboração das grandes entidades fomentadoras do empreendedorismo inovador, em prol de todo o ecossistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação. Fique ligado no Startupi para acompanhar mais novidades.

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