* Por Vinícius Bicalho

É bastante comum vermos empreendedores abrindo startups no Brasil com o intuito de levá-las posteriormente para o exterior. Para as empresas, a internacionalização marca a atuação da atividade em nível global, passando a ser mais valorizada aos olhos do mercado. Porém, para que se estabeleça como um negócio sustentável e lucrativo, os fundadores precisam contar com um suporte legal, capaz de harmonizar as questões jurídicas dos dois países.

Apesar de ser extremamente consolidado, o mercado americano não tolera amadorismos. Ou seja: para o país, se pretende expandir a sua marca significa que está preparado e que conhece a realidade local, bem como as questões empresariais. Nos Estados Unidos, os trâmites burocráticos para abrir uma empresa são infinitamente mais simples e rápidos do que no Brasil. Em contrapartida, as cobranças são feitas sem qualquer tolerância para desculpas.

Como advogado especializado em negócios internacionais, afirmo que o principal erro dos empresários ao concretizarem a internacionalização de startups é tentarem se estabelecer nos EUA apenas com os conhecimentos adquiridos no Brasil, e é aí que mora o perigo. Enquanto os brasileiros estão acostumados a um ambiente de negócios extremamente hostil, na terra do Tio Sam contar uma mentira para resolver uma situação difícil é a receita do fracasso.

Nos Estados Unidos, além de ser indispensável falar a verdade e cumprir com absolutamente tudo que estiver descrito nas documentações e nos contratos de internacionalização, decidir aonde a empresa será sediada e fazer uma pesquisa de mercado para conhecer a área de atuação faz parte do jogo. Etapas como estruturação da empresa, contabilidade, planejamento tributário, suporte bancário, seguros, contratação de colaboradores e parceiros locais também contemplam o processo da internacionalização.

Como as atividades demandam cuidados extras, na Bicalho Consultoria Legal auxiliamos os clientes em todas as fases, a fim de orientá-los durante o desejo de levar a startup para fora do Brasil. Caso o empresário tenha a intenção de se mudar para os Estados Unidos – e não somente operar a empresa à distância – é necessário escolher com cuidado o visto que melhor se encaixa no seu perfil e propósito, uma vez que a decisão traz uma série de desdobramentos tributários, empresariais e profissionais.

O mercado americano permite que todos se sintam estimulados a crescer. O ponto chave para ter sucesso nos Estados Unidos é sempre escolher o caminho da legalidade, com decisões que irão gerar o menor ônus possível. Garanto que com isso as chances de sucesso na internacionalização das startups aumentam significativamente. Boa sorte!


Vinicius Bicalho é mestre em Direito no Brasil e EUA e especializado em Negócios Internacionais, atuando há 17 anos como sócio na Bicalho Consultoria Legal.

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