De acordo com dados do Banco Central, atualmente existem 6,27 bilhões de cédulas circulando no país. A quantidade é significativamente maior quando comparada a 2011, época em que 4,48 bilhões de notas transitavam em território brasileiro.

Ao identificar o potencial de reduzir custos e minimizar fraudes em saques e depósitos, a Minsait, uma empresa Indra, desenvolveu o TAPP, novo modelo de ATM em que é possível retirar dinheiro em apenas um passo, usando o celular.

“A tecnologia tem sido vista cada vez mais como uma forma de melhorar os meios de pagamento e facilitar transações em diferentes setores. Trazer o viés social desses avanços é fundamental para melhorar não só as transações em si, mas estimular o desenvolvimento da sociedade”, afirma Carlos Souza, diretor de Serviços Financeiros da Minsait no Brasil.

Além de ser mais eficaz e rápida, a solução tem um custo por saque 30% menor do que ATMs tradicionais, segundo a companhia, favorecendo seu uso por instituições financeiras.

Em linhas gerais, funciona da seguinte maneira: os usuários podem acessar o aplicativo do banco em que têm conta, agendam um saque de dinheiro na quantia desejada e recebem um alerta do TAPP mais próximo ao qual devem se dirigir. Chegando lá, o dinheiro pode ser sacado utilizando um QR Code, biometria facial, reconhecimento de voz ou um código PIN.

“Tudo isso é possível porque nosso aplicativo se conecta via API com o sistema dos bancos, facilitando a interação com os sistemas já existentes. Na Europa, já temos clientes usando o TAPP em praticamente todos os países de maneira eficaz e segura”, completa o executivo.

Além dos benefícios para instituições financeiras e consumidores, a solução também pode trazer oportunidades para nichos como logística e varejo.

“É possível realizar depósitos no TAPP de maneira simples e rápida. Com isso, por exemplo, pode-se programar a chegada de empresas de transporte de valores a lojas sempre que o sistema detectar um montante pré-estabelecido em saques. Essa atividade pode diminuir significativamente os custos de logística no varejo”, completa o executivo.

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