* Por Sergio Agudo

A revolução digital e a tecnologia nos permitiram ser produtivos até em movimento e permitiram às empresas ter suas forças de trabalho espalhadas por diferentes lugares do mundo. Funcionários podem participar de reuniões com pessoas que estão em qualquer lugar do planeta, podem compartilhar documentos de todos os tipos e tamanhos em questão de minutos ou até de segundos.

Tudo isso era impossível há dez anos, mas a tecnologia atual trouxe agilidade e transformação digital para as empresas – e, consequentemente, para os seus colaboradores ao redor do mundo.

Enquanto as companhias estão mudando a forma como operam e como contratam novos talentos, os funcionários também estão mudando o seu jeito de pensar e de se relacionar com as empresas em que trabalham. Agora, empresas e colaboradores trabalham em parceria, buscando benefícios mútuos.

Outra grande mudança está em como os profissionais preferem trabalhar nos dias de hoje. Flexibilidade, acesso remoto e trabalhos baseados em projetos estão em alta. Além disso, a transformação tecnológica permite que nos tornemos empreendedores e assumamos o controle do nosso destino, podendo prestar serviços para vários clientes em vez de ter um único emprego formal.

Hoje, o espírito empreendedor e o trabalho flexível são fomentados por uma nova onda de empresas, que conectam talentos a projetos. Algumas dessas empresas são plataformas de carona e de entrega. Esse setor em ascensão é chamado de gig economy (algo como “economia alternativa”, mercado de autônomos e freelancers).

De acordo com a consultoria McKinsey, 162 milhões de profissionais estão engajados em alguma forma de trabalho alternativo na Europa e nos Estados Unidos – ou seja, de 20% a 30% da população ativa. Esse movimento também cresce na América Latina. Uma pesquisa realizada pela Workana, plataforma que conecta profissionais freelancers a empresas, aponta que a maior parte dos latino-americanos que trabalham remotamente é graduada e trabalha assim por opção, sobretudo pela oportunidade de gerenciar os próprios horários e trabalhar de casa. O levantamento ouviu 2.500 profissionais da região, incluindo brasileiros.

A possibilidade de trabalhar de qualquer lugar tornou viável que muitos profissionais tomassem o controle dos seus destinos e das suas finanças e se tornassem empreendedores. Ao mesmo tempo, esse novo jeito de trabalhar e viver requer novas habilidades. Já não basta o profissional ser bom apenas no que trabalha. Por exemplo, um desenvolvedor web agora precisa saber sobre finanças, para mapear as suas receitas e despesas, e também sobre marketing, para promover o próprio trabalho e encontrar novos clientes. Cada pessoa precisa ter, no mínimo, um entendimento básico sobre quase todas as facetas de um negócio.

Ou seja, para os profissionais da gig economy, fazer cursos sobre temas como empreendedorismo, produtividade, liderança, motivação, marketing, e-commerce, desenvolvimento web, finanças, vendas, recursos humanos e tantos outros é crucial para conquistar sucesso no longo prazo.

Uma das melhores maneiras de aprender uma ampla variedade de habilidades é por meio de plataformas de ensino online. E a pesquisa da Workana comprova que estudar online já é prática: enquanto um terço dos profissionais freelancers latino-americanos afirma fazer cursos para se atualizar, 73% desse grupo prefere o formato de aprendizado digital. A Udemy é uma dessas plataformas e já tem mais de 130 mil cursos, 50 mil instrutores e 40 milhões de alunos no Brasil e no mundo. As principais categorias de cursos na plataforma são desenvolvimento, negócios, TI e software.

É dessa forma que as chamadas edtechs, empresas de tecnologia empregada à educação, têm um papel importante na gig economy – ajudando novos empreendedores e profissionais freelancers a manterem as suas habilidades atualizadas. A Udemy é uma delas.

* Sergio Agudo é diretor de negócios da Udemy para a América Latina

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