A crise foi um momento de reinvenção para Milena Lopes, proprietária da Vestido de Chita, que passou a diversificar sua produção

O empreendedorismo entrou na vida da Millena Lopes por necessidade. A jornalista resolveu investir no próprio negócio para auxiliar financeiramente a família e dar apoio ao irmão mais novo, que começou a estudar em uma faculdade particular. Millena, que já trabalhava com vendas, resolveu investir seu conhecimento na área para empreender no ramo da moda.

Em 21 anos de experiências no comércio, a empresária aprendeu sobre atendimento, controle de estoque e disposição de produtos. Criar a Vestido de Chita foi a oportunidade ideal para colocar em prática o conhecimento adquirido em todos os anos de trabalho e construir sua própria marca. “Foi quando conheci uma costureira e, com R$ 600 na mão, fiz uma proposta pra ela”, conta Millena. A costureira fez as primeiras peças de roupa e duas amigas da jornalista ajudavam na produção das fotos dos produtos, que Millena vendia usando o porta-malas do seu carro. As amigas se tornaram sócias por um tempo, mas acabaram tocando outros projetos. “Como era o meu sonho, persisti”, relembra.

O negócio foi crescendo e a produção aumentando. Enquanto isso, Millena foi percebendo as necessidades do seu público, buscando se adaptar. A Vestido de Chita ganhou as redes sociais e o estoque já não cabia mais no porta-malas. Foi quando a empresária resolveu alugar o subsolo de um prédio no Sudoeste para fazer um showroom e realizar atendimentos agendados. “Funcionou por pouco tempo porque a demanda foi muito grande. Não foram nem dois meses assim. Tivemos que contratar uma vendedora e abrir as portas todos os dias. Aí sim virou uma loja”, conta Millena.

A empresária já está há cinco anos no mercado da moda com seu próprio negócio. Durante esse tempo, ela sempre buscou aperfeiçoar os conhecimentos para ampliar seus horizontes. “Estou com o Sebrae desde o início, desde quando era Microempreendeddora Individual (MEI). Fiz tudo o que me foi oferecido: acompanhamento, consultoria, curso, evento, palestra, workshop, tudo!”, revela. A loja, que já nasceu com vocação para e-commerce, foi criada junto a um blog para servir de vitrine e expor os produtos criados. Hoje, tem um site para vendas online e um site para revenda, entregando produtos para todo o país, com vendas no atacado e varejo.

Com a pandemia causada pelo novo coronavírus em 2020, muitas dúvidas surgiram sobre as novas oportunidades para o negócio. “No meio da pandemia, fiz vários cursos e consultorias no Sebrae”, conta a empresária. “Quando a loja estava fechada, tive várias ideias, mas temia que todas dessem errado. Sempre fiquei insegura de inovar e mudar o escopo do negócio”, ela relata.

Com coragem, Millena resolveu investir e testar novos produtos. A loja, que antes só produzia vestidos e macacões, passou a diversificar sua produção, começando pelas máscaras e depois, com os pijamas. “Com a pandemia, percebi que as pessoas estavam buscando roupas mais confortáveis. Então, pensei em modelar pijamas estilo americano para testar”, explica. O resultado foi surpreendente: a empresária vendeu todo o estoque em dois dias e agosto foi o melhor mês de vendas da Vestido de Chita nos últimos 20 meses.

A crise foi um momento de reinvenção para a empresária, mostrando que há formas de contornar momentos difíceis. “Eu resetei o meu negócio e consegui meu melhor resultado em 20 meses. Estudei bastante, fiz muitos testes, cometi alguns erros e tive muitos acertos. E continuo fazendo muitos testes”, relata.

Millena conta que hoje o objetivo da Vestido de Chita é ser uma marca conhecida e reconhecida como uma confecção de roupas femininas, que valoriza a liberdade das mulheres e as diferentes fases pelas quais ela passa. “Queremos também que nossa marca seja sempre lembrada pelo relacionamento afetuoso com nossas clientes. Este é o nosso principal valor”, diz a empresária.

A empresa está no Instagram @vestidodechita e no site www.vestidodechita.com.

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