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Publicado em: 03 de agosto, 2021
Reinaldo Donadio

Qual o papel da inovação: gerar resultados para a empresa no presente ou construir a empresa do futuro?

Você já ouviu a expressão ‘empresa ambidestra’?

A principal diferenciação dessas empresas é que são capazes de gerenciar o core business ao mesmo tempo em que cria novos negócios, produtos e serviços.

Pode parecer desafiador – e é -, mas é possível equilibrar o desenvolvimento de diferentes horizontes da inovação, desde as transformações mais disruptivas, até as melhoras incrementais no core business. 

Recapitulando os horizontes da inovação:

Inovação incremental

No horizonte 1 (H1), acontece o reforço do core business. 

As iniciativas buscam eficiência operacional e diminuem a fricção na jornada do cliente. 

Inovação adjacente

No horizonte 2 (H2), é preciso explorar oportunidades nas adjacências, buscando novos nichos do mercado e novos canais de distribuição.

Inovação transformacional

No horizonte 3 (H3), o foco está em criar novos negócios.

Empresa ambidestra é aquela que consegue equilibrar a excelência operacional enquanto explora novas hipóteses de mercado. Está sempre melhorando processos e jornadas ao mesmo tempo em que olha para novos negócios, produtos e serviços para revolucionar o core business. 

Quando olhamos, por exemplo, para a timeline de aquisições da Amazon, uma das maiores referências em inovação do mundo, observamos movimentações que parecem óbvias para o desenvolvimento do core business da empresa, mas outras nos surpreendem. Por que a maior aquisição da história feita por uma empresa de tecnologia é uma rede de supermercados focada em produtos naturais e orgânicos? Como eles integraram à sua operação a tecnologia da Ring, fabricante de campainhas smart adquirida em 2018?

Eu sei que a Amazon é uma empresa fora da curva e muitas empresas estão em outro momento da sua jornada de inovação, a realidade é outra. E a pergunta certa na verdade é: como chegar lá?

Muitas empresas procuram a Endeavor para aprimorar sua estratégia de inovação desenvolvendo processos do core business (H1 e H2), mas ainda não conseguem olhar para o horizonte 3. 

Em uma pesquisa realizada pela Endeavor com grandes empresas brasileiras com diferentes níveis de maturidade em inovação, as respostas retratam bem esse cenário:

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Ou seja:

As empresas querem explorar oportunidades adjacentes aos negócios existentes e continuar disseminando a cultura de inovação.

As empresas alocam a maior parte dos recursos (financeiros, humanos e tecnológicos) no horizonte 1. 

Não parece ser  prioridade das empresas criar novas opções de lucro, explorando market-fit para novos produtos ou serviços. 

O cenário ainda não é tão equilibrado quanto a maioria das empresas gostaria, mas já existem oportunidades para que isso aconteça: inovação aberta pode ser um desses caminhos. 

Trabalhar em parceria com outras scale-ups que já possuem soluções comprovadas para diversos desafios, principalmente relacionados aos horizontes 1 e 2, é uma maneira de conseguir resultados rápidos e, consequentemente, recursos para explorar novas hipóteses de mercado e a inovação transformacional na sua empresa.

Como ser uma empresa ambidestra? 

As iniciativas de inovação de uma empresa ambidestra consideram a estratégia e os limites do negócio – entendemos como limites os principais focos de atuação, setores ou objetivos.

empresas ambidestras

A figura acima prova que inovação é uma jornada, e que, mais do que isso, deve estar alinhada às estratégia geral e aos limites (setores de atuação, objetivos de crescimento, etc.) da empresa. Mas, antes de qualquer coisa, o desenvolvimento dessa jornada passa também por uma evolução de mindset e cultura voltada para a inovação. Você precisa garantir que a empresa toda seja uma aliada nesse processo.

No meu último artigo, falei sobre a importância do papel do CEO e da alta liderança na transformação digital de uma empresa. Uma área ou um head de inovação, por si só, dificilmente vai conseguir gerar esse movimento, e precisa de apoio para implementar projetos e processos de inovação. 

Compartilhar metas, encontrar pontos de contato chave e preparar suas áreas de negócio e viabilizadoras para fazer conexões com startups e scale-ups é o primeiro passo para o sucesso da inovação – a partir daí, o desenvolvimento e evolução de iniciativas que vão de fato mudar o ponteiro da sua operação, torna-se muito mais fluido.

Aqui na Endeavor desenhamos uma plataforma de inovação aberta que gera valor nos três horizontes de uma grande empresa: desde o mindset de inovação até a transformação digital:

empresas ambidestras

E claro, além desses benefícios para a empresa, criamos conexões que são benéficas para as scale-ups, já que, mais e melhores negócios com scale-ups geram impacto positivo no ecossistema e no Brasil. 

E aí, você considera sua empresa ambidestra? 

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