A fintech Bankme passou a operar sob a nova marca Benqme, adaptando-se às diretrizes da Resolução Conjunta nº 17/2025 do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional (CMN), que normatiza a nomenclatura de instituições financeiras. Junto à alteração identitária, a companhia divulgou projeções de atingir R$ 4 bilhões em volume de operações (VOP) até o final de 2027.

Fundada em setembro de 2020 em Londrina (PR), a empresa registra atualmente mais de R$ 2 bilhões em VOP, além de cerca de R$ 500 milhões sob gestão e 145 estruturas financeiras ativas. O crescimento da operação veio acompanhado pela expansão corporativa: a equipe, que contava com cinco colaboradores no início, hoje soma 73 profissionais distribuídos por dez estados brasileiros.

Com o reposicionamento estratégico, a Benqme restringe o escopo de atuação prioritária a varejistas de médio porte dos segmentos de móveis, eletrodomésticos, materiais de construção, vestuário, calçados e motocicletas. O foco concentra-se em organizações que já financiam compras de clientes com recursos próprios, mas que demandam ferramentas de controle e governança sobre o capital alocado.

“A oportunidade está em empresas que já financiam seus clientes, mas nem sempre têm uma estrutura dedicada para acompanhar o custo do capital, o risco de inadimplência e o retorno dessa carteira. Queremos ajudar esses varejistas a transformar uma operação que já existe em uma atividade mais estruturada, com tecnologia, inteligência de crédito e maior controle financeiro”, afirma André Bravo, CEO da empresa.

A dinâmica comercial do crediário impõe desafios operacionais à medida que a carteira de clientes se expande, exigindo o monitoramento de prazos de recebimento, taxas de inadimplência e limites de crédito. A proposta da companhia consiste em fornecer uma infraestrutura proprietária para automatizar processos e conferir maior previsibilidade aos lojistas.

“Quando o crediário cresce, ele deixa de ser apenas uma ferramenta de venda e passa a ter um impacto relevante na gestão financeira. O empresário precisa entender quanto capital está comprometido, qual é o retorno dessa operação e como equilibrar a concessão de crédito com a saúde do negócio. É nesse ponto que queremos atuar”, diz Bravo.

Para alcançar a meta de dobrar o volume operado nos próximos anos, a empresa aposta na profissionalização da gestão financeira do varejo, evitando a expansão desordenada de concessões.

“Nosso próximo ciclo de crescimento passa por atender empresas que têm potencial para fazer mais com os recursos que já movimentam. Queremos crescer junto com esse mercado, oferecendo uma estrutura que acompanhe a evolução das operações e ajude os empresários a tomar decisões mais consistentes sobre crédito e capital”, conclui o CEO.

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