Na prática, a Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia -, conhecida como taxa básica de juros, corresponde a operações financeiras entre instituições bancárias que ocorrem em um período muito curto. Por exemplo, quando um banco pede empréstimos para outro, por meio de títulos do Tesouro Nacional, o juros para pagamento é a taxa Selic. Esta taxa é definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil), órgão do governo federal, que se reúne oito vezes ao longo do ano para falar sobre a Selic, o que pauta fortemente o mercado financeiro.

“O aumento da Selic chega como uma boa notícia para os investidores da renda fixa, mas é preciso ter cautela e estudar o mercado. Isso porque a inflação tem um papel preponderante na rentabilidade dos investimentos impactados pela taxa, como o CDI e a poupança, por exemplo. Por isso, é essencial analisar cada modelo de investimento e ver, na ponta do lápis, quais de fato trarão ganhos diante do cenário atual”, explica Daniel Miari, cofundador da INCO Investimentos.

Para surfar na onda do aumento da Selic e tirar o melhor proveito do aumento da taxa, a INCO Investimentos dá três dicas:

• Combinar ativos ligados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e índice oficial da inflação) e ativos pós-fixados na carteira pode ser vantajoso, já que os dois acompanham as mudanças na Selic.

• Ter fundos de renda fixa que tenham debêntures podem ser uma boa alternativa. Como são modelos mais arriscados, tendem a ter um retorno maior.

• Ter ativos pós-fixados pode ser uma boa ideia, já que eles acompanham a projeção de alta da Selic que, de acordo com as projeções do Boletim Focus, devem estar em 6.25% em 2022.

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