Uma máscara cirúrgica antiviral testada no Instituto de Ciências Biomédicas da  Universidade de São Paulo (ICB-USP), a Phitta Mask, mostrou 99% de eficácia na  eliminação das variantes Delta, P1 e P2 do coronavírus – a única do mercado com esse  diferencial. Desenvolvida pela empresa Golden Technology, em parceria com o  Instituto de Química (IQ-USP), a máscara é aprovada pela Anvisa e já havia sido  testada para a cepa original do vírus. 

A empresa Phitta, que lançou a venda de máscaras em outubro de 2020, teve um  aumento significativo de funcionários em seu plantel (salto de 7 em 2020 para 75 em  2021) e produz hoje cerca de seis milhões de máscaras ao mês. A expectativa de  faturamento para o fim do ano é de R$ 30 milhões. Foram realizadas parcerias com empresas aqui no Brasil, como a Siemens Energy e Nestlé, para uso de máscaras dos  funcionários.  

Por ter um tempo inédito de duração (12 horas em comparação com as máscaras comuns, que duram de duas a três horas), isso representa também uma economia no  descarte do produto, uma vez que apenas uma máscara pode ser usada o dia todo. 

Com tecnologia brasileira e pioneira no mundo, a máscara é recoberta com um princípio  ativo denominado Phtalox, derivado do corante ftalocianina, que age como uma “água  oxigenada”: a substância interage com o oxigênio no tecido, tornando-o mais reativo.  Assim, quando o coronavírus entra em contato com a máscara, por meio de gotículas ou  aerossol, a sua camada superficial é oxidada. 

“É um mecanismo semelhante à ação do álcool 70%: o produto destrói a camada  superficial do coronavírus, o que é suficiente para inativá-lo. O vírus adere ao tecido e é  destruído em frações de segundos”, explica o virologista Edison Durigon, coordenador  do Laboratório de Virologia Clínica e Molecular e responsável pelos testes. 

Um dos principais diferenciais do produto é a eficácia comprovada de 12 horas de proteção contra o coronavírus, o que também possibilita aumentar o tempo de uso e reduzir o consumo de máscaras. Recentemente, a empresa firmou uma parceria com a Siemens e sua subsidiária Siemens Energy para a distribuição de máscaras junto a três  mil funcionários. “A estimativa foi de uma redução da ordem de 1 milhão de máscaras  por ano”, conta Sérgio Bertucci, CMO da Phitta Mask.

Segundo ele, o produto também é recoberto por um antimicrobiano, que elimina  bactérias. “Além de aumentar a proteção, esta associação de princípios ativos possibilita  o descarte de máscaras livres de contaminação”, diz.


* Foto de destaque: Sérgio Bertucci, CMO da Phitta Mask. (Divulgação/Phitta).

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